Painéis discutem o papel da educação e da ética na ciência

Fonte Acom da SCIT e Ascom do MCTI 14/05/2013 às 11h
Entre os principais desafios impostos a neurocientistas na atualidade está a capacidade em discernir investigação científica de aplicação clínica, bem como as implicações éticas presentes neste processo.

 

A avaliação é do neurologista e diretor do Instituto do Cérebro (InsCer), Jaderson Costa da Costa, que realizou a palestra “Neurociências, novas tecnologias e seus limites”, na tarde desta segunda-feira (13), durante o 6º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência 2013, em Porto Alegre.

“Atualmente, a neurociência pode auxiliar no mapeamento de comportamentos e competências. A neuroética busca discutir quando esses achados científicos são levados à prática médica”, disse.

Costa abordou novas técnicas para o melhoramento cognitivo, como a neurofarmacologia e a estimulação cerebral não-invasiva. E ponderou sobre os efeitos a longo prazo no emprego dessas técnicas. “A tecnologia tem permitido maior conhecimento, e isso têm permitido avanços, mas é muito cedo para a sua utilização prática em saúde”.

Ensino

Para a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Madel Terezinha Luz, uma reforma didático-pedagógica “é fundamental” para ampliar a produção e a transmissão do conhecimento científico nas instituições de ensino.

Segundo ela, no modo atual de pensamento e produção da ciência, a figura do mestre é um elemento crucial para a relação da produção de conhecimento. “Nesse contexto, não vejo com otimismo o horizonte da saúde e nem dos seres vivos, dos que habitam o planeta e até o próprio planeta”, afirmou.

O interesse de jovens e estudantes pelo modo de fazer ciência no ensino médio foi o tema apresentado pelo professor Jose Claudio Fonseca Moreira, um dos responsáveis pelo Instituto de Ciências Básicas da Saúde, do departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A sessão de debates contou com a moderação do presidente da Fundação Araucária Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, Paulo Roberto Slud Brofman, e a relatoria foi realizada pelo coordenador de Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), Rodolfo Herberto Schneider.

Encontros preparatórios

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em conjunto com a Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT) do Rio Grande do Sul, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), está organizando o 6º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial de Ciência 2013.

Com o tema "Clima, saúde e alimentos: Desafios da ciência na América do Sul", o evento ocorre nos dias 13 e 14 de maio, em Porto Alegre, na sala 2 do salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Os debates terão como foco o papel da ciência, tecnologia e inovação nas questões relacionadas ao clima e ao manejo sustentável dos biomas, as contribuições científicas e tecnológicas sobre a questão e sua relação com a perspectiva do desenvolvimento sustentável.

A programação contempla palestras com representantes de universidades, instituições de pesquisa e órgãos governamentais que atuam na área de ciência, inovação e tecnologia, clima, produção agrícola, saúde, educação, dentre outras. Temas como mudanças climáticas e inovação para a produção de grãos; neurociência, novas tecnologias e seus limites; e desafios na cooperação da América Latina fazem parte das discussões.

 

 

 

Acom da SCIT e Ascom do MCTI
Fonte Acom da SCIT e Ascom do MCTI 14/05/2013 ás 11h

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