Pacientes com dores nas costas que param de fumar sentem menos dor

Fonte MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde 08/04/2013 às 7h

O cigarro prejudica a cicatrização da pele após atos cirúrgicos. Pessoas que fumam até um maço de cigarro por dia têm três vezes mais chances de apresentar necrose da pele

Há algum tempo, a pesquisa científica vem mostrando uma ligação estreita entre tabagismo e risco aumentado de dor lombar, doença do disco intervertebral e mais complicações pós-operatórias após as cirurgias de coluna.

Um novo estudo – Smoking Cessation Related to Improved Patient-Reported Pain Scores Following Spinal Care – publicado no The Journal of Bone & Joint Surgery, revela que fumantes que sofrem com problemas de coluna sentiram mais dores do que pacientes com transtorno da coluna vertebral que pararam de fumar durante o tratamento.

O tabagismo já foi identificado como um fator de risco modificável para doenças que provocam dores crônicas. Neste novo estudo, os pesquisadores revisaram o histórico de tabagismo e de dor de mais de 5.300 pacientes com dores axiais (costas) ou radiculares (perna), que passaram por tratamento, cirúrgico ou não, durante um período de oito meses.

No momento do atendimento, pacientes que nunca fumaram e ex-fumantes relataram significativamente menos dor nas costas do que fumantes e do que aqueles que pararam de fumar durante o período de estudo. A pesquisa também traz diversas informações importantes para os que sofrem com dores na coluna:

· Aqueles que deixaram de fumar durante o estudo relataram uma melhora significativa na dor nas costas em comparação aos que continuaram a fumar;

· A média de melhora na classificação de dor foi clinicamente mais significativa nos pacientes não fumantes;

· O grupo que continuou fumando durante o tratamento não obteve melhora clínica significativa da dor relatada;

· Usando o Índice de Incapacidade de Oswestry (parâmetro mais comumente utilizado para avaliação da dor lombar), uma melhora média maior foi observada em pacientes que nunca fumaram em comparação aos pacientes que ainda fumavam durante o estudo.

Tabagismo x cirurgia de coluna

Todos conhecem a influência do fumo no câncer de pulmão, em outros tipos de câncer e nas enfermidades cardíacas. “Entretanto, a maioria das pessoas não sabe que existe uma relação causal entre o tabagismo e as complicações pós-cirúrgicas”, diz o neurocirurgião, especialista em coluna, Eduardo Iunes (CRM-SP 119.864).

Uma das vilãs é a nicotina, que além de causar a dependência, tem efeito vasoconstritor na microcirculação sanguínea. Ou seja, reduz o diâmetro dos pequenos vasos, dificultando o aporte de oxigênio e de nutrientes que as células recebem por meio do sangue. A vasoconstrição causada pela nicotina e por outras substâncias contidas no tabaco comprometem o processo de cicatrização após as cirurgias e também interferem na consolidação de fraturas, pois prejudica a produção de colágeno pelo organismo.

Além de reduzir a oxigenação do fluxo sanguíneo e retardar o processo de recuperação no pós-operatório, o cigarro também compromete o sistema respiratório, deixando o paciente mais suscetível às infecções, problemas de cicatrização, necrose e intercorrências referentes à anestesia, trombose e embolias.

“Se o paciente é fumante e precisa passar por uma cirurgia da coluna vertebral, certamente, o cirurgião recomendará a este paciente que pare de fumar. Ao parar de fumar antes da cirurgia, o paciente dará ao próprio corpo uma maior chance de cura, que pode realmente afetar o sucesso global da sua cirurgia. Vamos a um exemplo: para pacientes que necessitam se submeter a uma cirurgia de fusão da coluna vertebral, para de fumar é fundamental, pois o tabaco impacta negativamente a taxa de fusão bem sucedida”, explica Eduardo Iunes.

CONTATO:

Site: http://dreduardoiunes.com.br/

Email: contato@dreduardoiunes.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/tudosobrecirurgiadecoluna

MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde
Fonte MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde 08/04/2013 ás 7h

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