ONG lamenta mortes de italianos e questiona presença no Afeganistão

Fonte Agência Brasil 19/11/2009 às 0h
A organização não governamental ActionAid Internacional demonstrou solidariedade e proximidade às famílias dos seis militares mortos hoje no Afeganistão, ao mesmo tempo em que alertou para a necessidade de avaliar se a presença de soldados ajuda as populações locais e o respeito aos direitos humanos.

"Episódios deste gênero colocam em primeiro plano a questão da presença no Afeganistão e da oportunidade de manter as nossas equipes empenhadas na região", afirmou Marco De Ponte, secretário-geral da entidade, que opera no Afeganistão desde 2002.

Reivindicada pelo grupo extremista Taliban, a explosão ocorreu às 12h10 locais (4h40 no horário de Brasília) na rua Massoud Circle, em Cabul.

Citando fontes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o general Massimo Fogari, responsável pelo contato com a imprensa do Estado-Maior de Defesa da Itália, afirmou que até o momento foram registradas 15 mortes, entre elas as de seis militares italianos, e 60 pessoas ficaram feridas.

De acordo com De Ponte, "nunca foi tão urgente discutir de maneira série e profunda as relações entre intervenções militares e intervenções humanitárias".

"É essencial entender o quanto as ações militares vão efetivamente ao encontro das exigências das populações locais e o quanto contribuem para o respeito dos direitos humanos, da justiça no Afeganistão e da luta contra a pobreza", observou o secretário-geral da entidade, que está presente em mais de 40 países, inclusive o Brasil.

Além das forças da Itália, integram a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês) soldados de Grã-Bretanha, Estados Unidos, Espanha, Alemanha, Canadá, França, Polônia, Holanda, Austrália, Romênia e Turquia.
Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 19/11/2009 ás 0h

Compartilhe

ONG lamenta mortes de italianos e questiona presença no Afeganistão