OMS constata aumento de risco de câncer na região de Fukushima

Fonte Deutsche Welle, parceira da EcoAgência de Notícias 01/03/2013 às 10h

Moradores das áreas mais afetadas teriam risco adicional de 4% a 7% de contrair doença, segundo último relatório da organização. Especialistas criticam estimativas e dizem que alerta é exagerado.

Os moradores das áreas mais afetada pelo acidente na usina nuclear de Fukushima, dois anos atrás, têm um risco maior de desenvolver certos tipos de câncer, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em relatório divulgado nesta quinta-feira (28/02). O terremoto seguido de tsunami, que devastou a instalação nuclear de Fukushima em 11 de março de 2011, provocou a morte de aproximadamente 19 mil pessoas e fez com que aproximadamente 160 mil deixassem as suas casas.

"A principal preocupação identificada neste relatório está relacionada aos riscos específicos de câncer, ligados a locações particulares e fatores demográficos", afirmou a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente na OMS, Maria Neira. "Uma seleção de dados por idade, sexo e proximidade com as instalações mostra realmente um maior risco de câncer para aqueles que estavam localizados nas partes mais contaminadas."

Perigo para crianças

A OMS disse ainda que o risco futuro de desenvolver câncer de mama entre as crianças do sexo feminino expostas, bem como o risco de desenvolver leucemia entre as crianças do sexo masculino, também parece ter aumentado, embora em menor escala. De forma geral, as pessoas vivendo na região mais afetada tiveram um risco adicional de 4% a 7% de desenvolver qualquer tipo de câncer. No Japão, o risco de adquirir câncer para os homens é de cerca de 41%, enquanto esse risco para as mulheres é de 29%, no decorrer das vidas. Para aqueles mais afetados pela radiação após Fukushima, a possibilidade de contrair câncer aumentaria em um ponto percentual, informou a OMS.

"Trata-se de aumentos proporcionais bem pequenos", disse Richard Wakeford, da Universidade de Manchester, um dos autores do relatório. No entanto, os especialistas estão bastante preocupados com um aumento dos casos de câncer de tireoide, especialmente em crianças.

Leia o restante da reportagem da DW

 

 

Deutsche Welle, parceira da EcoAgência de Notícias

Os moradores das áreas mais afetada pelo acidente na usina nuclear de Fukushima, dois anos atrás, têm um risco maior de desenvolver certos tipos de câncer, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em relatório divulgado nesta quinta-feira (28/02). O terremoto seguido de tsunami, que devastou a instalação nuclear de Fukushima em 11 de março de 2011, provocou a morte de aproximadamente 19 mil pessoas e fez com que aproximadamente 160 mil deixassem as suas casas.

"A principal preocupação identificada neste relatório está relacionada aos riscos específicos de câncer, ligados a locações particulares e fatores demográficos", afirmou a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente na OMS, Maria Neira. "Uma seleção de dados por idade, sexo e proximidade com as instalações mostra realmente um maior risco de câncer para aqueles que estavam localizados nas partes mais contaminadas."

Perigo para crianças

A OMS disse ainda que o risco futuro de desenvolver câncer de mama entre as crianças do sexo feminino expostas, bem como o risco de desenvolver leucemia entre as crianças do sexo masculino, também parece ter aumentado, embora em menor escala. De forma geral, as pessoas vivendo na região mais afetada tiveram um risco adicional de 4% a 7% de desenvolver qualquer tipo de câncer. No Japão, o risco de adquirir câncer para os homens é de cerca de 41%, enquanto esse risco para as mulheres é de 29%, no decorrer das vidas. Para aqueles mais afetados pela radiação após Fukushima, a possibilidade de contrair câncer aumentaria em um ponto percentual, informou a OMS.

"Trata-se de aumentos proporcionais bem pequenos", disse Richard Wakeford, da Universidade de Manchester, um dos autores do relatório. No entanto, os especialistas estão bastante preocupados com um aumento dos casos de câncer de tireoide, especialmente em crianças.

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Fonte Deutsche Welle, parceira da EcoAgência de Notícias 01/03/2013 ás 10h

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