OEA pede "cooperação" para solucionar conflito entre Colômbia e Venezuela

Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 às 0h
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu hoje "cooperação" entre os governos de Colômbia e Venezuela para que os assuntos referentes à fronteira binacional sejam resolvidos.

"Os problemas comuns devem ser resolvidos conjuntamente e as divergências devem ser solucionadas mediante canais diplomáticos", afirmou Insulza, em comunicado da OEA sobre as "tensões" entre Bogotá e Caracas.

De acordo com esse informe, o secretário geral da organização considerou que "o esforço de cooperação e integração [entre Colômbia e Venezuela] é cada vez mais urgente".

As tensões entre os dois países têm se intensificado nos últimos meses por causa do acordo militar firmado por Bogotá e Washington no dia 30 de outubro, que permite aos Estados Unidos enviarem até 1.400 oficias para operarem em sete bases colombianas.

No último domingo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a demonstrar insatisfação sobre o pacto e pediu que a população de seu país não perdesse "um dia em nossa principal missão: preparar-se para a guerra, porque é responsabilidade de todos".

Para Insulza, a colaboração de "terceiros, buscando facilitar o diálogo entre ambos os governos, é um bom caminho para promover aproximações. Por isso, a reunião bilateral sugerida pelo Brasil, no encontro de países amazônicos, em Manaus, no dia 26 de novembro, se apresenta como uma valiosa iniciativa que pode ajudar na solução das tensões".

Por sua vez, o governo do Panamá, através de seu chanceler e vice-presidente, Juan Carlos Varela, entrou em contato com os ministros das Relações Exteriores de Colômbia e Venezuela, Jaime Bermúdez e Nicolás Maduro, respectivamente, com o objetivo de estabelecer o diálogo, mas os esforços não foram produtivos.

"Sentimos preocupação pelo elevado tom dos pronunciamentos. Fazemos um chamado ao diálogo", declarou Varela.

Além disso, o panamenho comentou que a Colômbia necessita enfrentar o narcotráfico, justificativa dada pelo governo de Álvaro Uribe para o referido acordo militar, porque o problema afeta de forma "contundente" a segurança interna do país.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 ás 0h

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