Obesidade aumenta o risco de câncer colorretal e pólipos

Fonte MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde 21/05/2013 às 20h

É fundamental que os consumidores, antes de se tornarem pacientes, compreendam a relação entre um maior índice de massa corporal e o câncer colorretal

O mundo está engordando, e muito! Mais da metade dos norte-americanos adultos pesa mais do que deveria. Na China, pela primeira vez há mais gente acima do peso do que abaixo; a França viu seu índice de obesidade passar de 8,5% em 1997, para 14,5%, em 2013; no México, essa taxa triplicou nas últimas três décadas.

Por aqui, segundo um estudo conduzido pela UnB (Universidade de Brasília) e divulgado pelo Ministério da Saúde, há 1.550.993 pessoas com obesidade grave no país, o que representa 0,8% da população. Um estudo realizado pela pasta, em 2011, revelou que a proporção de habitantes acima do peso cresceu de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011.

Junto com a apresentação da pesquisa, o ministério lançou uma nova linha de cuidados voltada à obesidade, com a inclusão de novas cirurgias, a redução da idade para realizar a cirurgia bariátrica (de 18 para 16 anos) e o reajuste dos procedimentos em até 20%.

“A obesidade é um mal temido por todos os sistemas de saúde no mundo. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, 26 doenças associadas à obesidade tiveram que ser tratadas pelo SUS, em 2011, onerando em muito as contas da saúde pública no Brasil. Todas as iniciativas de prevenção e combate à obesidade são medidas necessárias e louváveis nos dias de hoje”, destaca o gastroenterologista Silvio Gabor (CRM-SP 47.042).

Recentemente, o Colégio Americano de Gastroenterologia e a Campanha para acabar com a obesidade uniram forças para chamar a atenção sobre a relação potencialmente mortal entre um maior Índice de Massa Corporal (IMC) e o câncer colorretal.

A associação entre a síndrome metabólica e a mortalidade por câncer colorretal e entre o diabetes mellitus tipo 2 e o risco de câncer colorretal sugere que a resistência à insulina induzida pela obesidade e a hiperinsulinemia podem ter um papel fundamental no desenvolvimento do cancro colorretal.

“O câncer colorretal abrange tumores que acometem o intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos”, explica o médico.

Os fatores de risco modificáveis ​​dietéticos podem ser responsáveis ​​por até 90% dos casos de câncer colorretal. Estudos recentes sugerem que cerca de um quarto dos casos de câncer colorretal pode ser evitado, seguindo um estilo de vida saudável. “Neste sentido, uma dieta rica em vegetais e laticínios e pobre em gordura (principalmente a saturada) contribui muito com a prevenção do câncer colorretal. Deve-se também evitar o consumo exagerado de carne vermelha. Alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento da doença, como idade acima de 50 anos, história familiar de câncer colorretal, história pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama), baixo consumo de cálcio, além de obesidade e sedentarismo”, explica Silvio Gabor, que também é cirurgião.

Pensando na prevenção do câncer colorretal, “é fundamental que os consumidores, antes de se tornarem pacientes, compreendam a relação entre um maior índice de massa corporal e o câncer colorretal. Se este fator de risco for levado a sério, a detecção precoce será mais fácil. E a educação do público em torno destas questões é de extrema importância”, defende o gastroenterologista.

Segundo o médico, os tumores do câncer colorretal podem ser detectados precocemente através de dois exames: a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. “Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente à pesquisa de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, é recomendada a colonoscopia. O diagnóstico requer biópsia (exame de fragmento de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada do fragmento é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio)”, explica o médico.

A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os nódulos linfáticos (ínguas) próximos à região. Algumas vezes, a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, é utilizada para diminuir a possibilidade de volta do tumor. “O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam mais reduzidas”, informa Silvio Gabor.

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MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde
Fonte MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde 21/05/2013 ás 20h

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