O dinheiro oferece possibilidade e não garantia de felicidade

Fonte Evaldo Costa 16/05/2013 às 16h

Muita gente pensa apenas em ganhar muito dinheiro, como se a riqueza fosse sinônimo de felicidade. O dinheiro oferece muitas possibilidades de prazeres, mas não há nenhuma garantia de que ele trará felicidade eterna. Leve em conta que há muita gente pobre que vive melhor do que muitos endinheirados.

Não há nada de errado em ganhar muito dinheiro. Muito pelo contrário, a maioria do nós, faça chuva ou sol, sai de casa todas as manhãs e dá um duro danado motivado pela possibilidade de ganhar dinheiro. É inegável que com ele os prazeres da vida ficam bem mais acessíveis.

O problemaé que a vida não é construída apenas com prazeres. Para encontrarmos a verdadeira felicidade, precisamos também da satisfação, da fé, esperança amor, amizade, compaixão etc. Apenas para ficarmos nos dois primeiros exemplo, o prazer é uma sensação fisiológica, ou seja, estou com fome, faço uma refeição e sinto oprazer de saciar a fome.

Já a satisfação é um sentimento psicológico. Por exemplo, um jovem deseja concluir um curso universitário, pois acredita que depois disso conseguirá uma boa promoçãono emprego. Dai, ele se matricula em uma universidade e estuda por quatro, cinco ou seis anos. Ao final é aprovado e consegue uma importante realização. Então, ao consegue a promoção no emprego, sentirá uma enorme e merecida satisfação.

Portanto, o dinheiro costuma contar muito mais para obter prazer do que satisfação, porémprecisamos dos dois para sermos felizes. Logo, essa história de que o dinheirocompra qualquer coisa, inclusive a felicidade, precisa ser encarada comcuidado. Naturalmente, todos precisamos de dinheiro para viver, afinal de contas, a maioria de nós habita um mundo capitalista.

O problema é que quando nos tornamos obstinados pelo dinheiro, não raro, deixamos de nos preocupar com o que temos e passamos a valorizar mais o que não possuímos, sem perceber que a verdadeira felicidade pode ser obtida com aquilo que temos. Daí, uma boa razão para fazerbom uso dos recursos que possuímos, ao invés de ficar choramingando e inconformado por não ter tudo o que gostaríamos.

Considereainda, que se desejamos ser felizes, é melhor buscar a felicidade e não apenaso dinheiro. A explicação é simples, a felicidade é um estado de espírito, é umaconquista diária. Logo, aquela história de que “quando eu conseguir aquela conquista tão desejada, vou ser feliz” não é nada legal, pois é como se a pessoa se programasse para somente ser feliz quando conseguir alcançar a suameta.

Considere aindaque se você busca apenas a riqueza, poderá conquistá-la depois de alguns anos de dedicação, no entanto, agindo assim, poderá descobrir que a felicidade seconsome durante o percurso e não no final da jornada. Logo, o importante não é ter muito dinheiro, é o que ele poderá contribuir para a sua felicidade. Mahatma Gandhi nos ensina: "A felicidade não estáem viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive.''

Finalmente, é bom lembrar que o maiorbem da vida é a própria vida. E o melhor é que ela já é nossa e fazemos dela oque bem entendemos.

Pense nissoe ótimo dia,

Evaldo Costa

Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Blog: www.evaldocosta.blogspot..com

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Como mudar o paradigma do carro elétrico?

O carro elétrico vai pegar? Por que ainda não pegou? São perguntas que muitos se fazem. O carro elétrico pode não ser a única solução viável para a mobilidade sustentável, mas será seguramente uma delas. E não adianta os críticos apontarem o insucesso da Fisker Automotive ou mesmo da Coda para dizer que os veículos elétricos não vão pegar, pois isso não é suficiente. Dificuldades ocorrem em qualquer setor, aliás na própria indústria automobilísticas, algumas marcas foram negociadas no últimos anos para não fecharem as portas.

Também, dizer que o consumidor não está disposto a trocar o carro a combustão interna por um elétrico, não é o bastante para provar o insucesso do VE. Naturalmente, caso alguém pergunte ao consumidor se ele deseja ou não continuar a dirigir carros movidos a combustível fóssil, é provável que ele responda querer continuar com os modelos atuais. Mas, será mesmo que o consumidor sabe o que quer? Se soubesse, ninguém investiria fortunas em pesquisas, bastava perguntar para ele e estaria tudo resolvido.

Será que quando a indústria surge com um novo produto foi o consumidor que pediu por ele? Na maioria das vezes não, foi o empresário que teve visão ou apostou em projeto que alguém lhe apresentou. Logo, essa história de dizer que na pesquisa X ou Y o cliente disse que prefere os carros equipados com motor de combustão interna, pode não significar muita coisa. Ora, a pessoa vem a mais de cem anos conduzindo o mesmo tipo de veículo, como esperar que do dia para a noite ela diga querer outra coisa? Além disso, o ser humano não é muito favorável a mudanças.

Precisamos levar em conta que estamos habitando um mundo muito diferente daquele habitado pelos nossos pais e avós. O mundo viveu até 1960 no lombo de burros, e nos últimos cinquenta anos evoluiu científica e tecnologicamente, mais do que havia evoluído nos primeiros 1960 anos.

O mundo que vivemos conta com quase 7 bilhões de pessoas e por volta de 2030, serão em torno de 9 bilhões. Existe globalmente quase um bilhão de autoveículos nas estradas. Nos próximos dez ou quinze anos serão em torno de 1,2 bilhões, o suficiente para dar mais de 120 voltas ao redor da terra, se colocados enfileirados.

Tudo isso gerando muita poluição. A frota mundial emite em torno de 2,8 bilhões de toneladas de CO2. Carros e caminhões a combustível fóssil somam cerca de 25% das emissões de CO2 do mundo.Temos que resolver este problema com foco e esforço direcionado, se desejarmos entregar para os nossos herdeiros o planeta em iguais ou melhores condições do que o recebemos. Porém, estamosjogando o lixo que produzimos (e não é pouco) no quintal de nossa casa, e achamos isso normal.

É neste contexto também, que temos que refletir o veículo elétrico e híbridos. Só a Toyota já vendeu mais de 5 milhões de híbridos e a Nissan mais de 50 mil elétricos. Em pouco tempo eles já representam em torno de 3% de penetração de mercado e cresce um pouco mais todos os meses.

Além disso, os mercados de carros que mais crescem atualmente, são os BRIC’s, onde os estímulos aos VEs estão em fase incipiente. A China, maior mercado de carros do mundo, está adotando medidas para alcançar a meta de ter 500 mil carros elétricos e híbridos nas ruas até 2015 e 2 milhões até 2020. A Índia também já tem políticas públicas de VE’s e montadoras, governos e empresas fornecedoras de energia estão trabalhando para ampliar a penetração dos VEs no país.

O Brasil ainda não regulamentou o veículo elétrico, mas há iniciativas de governos estaduais, montadoras e concessionárias de energia elétricas, como é o caso dos taxis em São Paulo em parceria a Nissan, no Rio de Janeiro com a Mitsubishi e Nissan, ônibus no Paraná com a Volvo entre outasiniciativas. Há cinco projetos em tramitação no legislativo, e não demora muito o Brasil estará com políticas públicas definidas e incentivando a produção de VE.

Em sintonia com a expansão global das ações de governo, a tecnologia do veículo elétrico está se desenvolvendo rapidamente. O carro da Tesla, por exemplo, tem autonomia de 300 quilômetros e a bateria do automóvel pode ser parcialmente carregada em 15 minutos. As ações da empresa na bolsa de valores estão em alta e ela já declarou lucro no primeiro trimestre de 2013.

Pode não ser o ideal, pois o carro da Tesla ainda é muito caro, mas não há como negar que é uma grande evolução se comparado com os primeiros modelos elétricos deste século. A questão é saber quanto tempo se leva para mudar um paradigma de mais de 100 anos.

A indústria do veículo elétrico precisa investir mais, a população ser melhor esclarecida e o governo apoiar (ou continuar apoiando) de forma consistente, pois só assim a mobilidade elétrica ganhará escala. Aliás, não parece inteligente ou razoável negar uma solução de baixo custo de operação e manutenção, energeticamente mais eficiente, que reduz enormemente a poluição do ar e que é tecnologicamente viável, não é mesmo?

Pense nisso e ótima semana,

Evaldo Costa

Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Blog: verdesobrerodas.com.br

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Fiat amplia a liderança e mercado da sinais de robustez

 

A indústria automobilística continua fazendo muito bem o papel de locomotiva da economia brasileira. Enquanto vários setores da indústria apresentam queda, a automobilística cresce a taxas de deixar até chinês com “água na boca”.

As vendas de Abril cresceram 29,4% sobre mesmo mês ano anterior, e 17,5% sobre o mês de março. No acumulado dos últimos doze meses (Maio/12 a Abril/13), o crescimento foi de 8,2% sobre igualperíodo anterior.

Com vendas de 69.561 unidades de automóveis e comerciais leves, a Fiat ampliou a liderança em relação a Volkswagen que licenciou 59.017 unidades e se mantém firme na vice-liderança. As três maiores montadoras no Brasil (Fiat, VW e GM) juntas detém 57,9% de penetração de mercado e nãosofrem ameaças, pois a quarta colocada a Ford, vende menos da metade da terceira do ranking (GM).

Entre os cinco primeiros colocados no ranking dos maiores fabricantes em unidades vendidas no Brasil, não sofreram mudanças. O mesmo não podemos dizer do bloco intermediário, onde a disputa tem sido acirradíssima. A Toyota vendeu 16.627 unidades de automóveis e comerciais leves. A Hyundai 13.085 unidades e a Honda 13.174. As duas primeiras vem crescendo enormemente nos últimos doze meses.

Renault é a campeão de crescimento

A francesa Renault registrou, em Abri, uma dos melhores resultados de vendas no país. Comcrescimento de 50,19% em relação a Março (quando havia crescido 27,10% sobre o mês anterior), a Renault que é a quinta colocada, deu uma arrancada nos dois últimos meses, e voltou a se aproximarda Ford. No mês a montadora francesa licenciou 21.306 unidades de automóveis e comerciais leves e a Ford 27.051 unidades.

Em Abril de 2013, as marcas que cresceram acima da média de mercado (15,5%), nas vendas de automóveis e comerciais leves, foram: Renault (+ 50,19%), Peugeot (+ 43,27%), Toyota (+ 29,39), Hyundai CAOA (20,18%) e Fiat (+ 18,41%). Já o pior desempenho do mês, entre as treze maiores marcas do mercado nacional, foi da Citröen com crescimento de 4,37%.

Em Abril de 2013, a indústria automobilística brasileira licenciou 337.6 mil unidades de autoveículos, dos quais 316,9 mil unidades foram de automóveis e comerciais leves. De Maio de 2012 a Abril de 2013, foram licenciadas 3,89 milhões de unidades de autoveículos. O bom desempenho das vendas de Abril, pode ser atribuído ao aumento das vendas diretas, crédito flexível, taxas de juros atrativas, promoção das montadoras e especialmente a manutenção do desconto do Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI.

Ótima semana,

Evaldo Costa

Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

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Evaldo Costa
Fonte Evaldo Costa 16/05/2013 ás 16h

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