Novo tipo de vírus da dengue: o tipo 4

Fonte Ecco PressComunicação 09/03/2013 às 2h

Surgimento de nova variação da doença preocupa especialistas; infectologista Cláudio Gonsalez, do Hospital Villa-Lobos, esclarece o que é e como diferenciar a dengue de uma simples virose

“Não deixe vasos de plantas com água acumulada”, “Feche a caixa d’água”, “Guarde as garrafas sempre de cabeça para baixo”. Quando as pessoas escutam essas frases com mais frequência, elas já sabem: a dengue voltou. Transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, o vírus circula o ano todo, mas vira motivo de preocupação mesmo em épocas de chuvas, principalmente no verão. Recentemente, um subtipo do vírus ressurgiu: o tipo 4. O infectologista do Hospital Villa-Lobos, Cláudio Gonsalez, explica que o fato de o Brasil ter passado muitos anos sem registro de nenhum caso de infecção pelo sorotipo 4 é preocupante.

O vírus tipo 4 não circulava em território brasileiro há 28 anos, por isso muitas pessoas não têm imunidade contra ele. “Especialmente as crianças e os jovens não desenvolveram imunidade contra esse vírus”, ressalta o médico. Porém, essa variação da dengue não é mais agressiva do que as outras. “Todas podem causar as diferentes formas da doença”, diz Gonsalez. O risco deve-se também ao fato de que as pessoas que já foram infectadas tornam-se imunes apenas ao sorotipo que as contaminou e a presença de um novo tipo pode aumentar o número de casos de dengue no país.

No entanto, a preocupação com a doença não ocorre somente no Brasil. Em janeiro deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que atualmente 50 milhões de pessoas no mundo já foram infectadas e que há ameaça de pandemia. Também por isso, é importante prestar atenção aos primeiros sintomas. Febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do paladar e do apetite, náuseas e vômitos, manchas na pele, tonturas, cansaço e dores nas articulações e nos ossos são alguns dos sinais da enfermidade. Mas como saber a diferença entre a dengue e uma outra virose, por exemplo?

“Os sintomas são semelhantes e a diferenciação só se dá através de exames específicos (sorologias) a partir do 5° dia do início dos sintomas”, explica o infectologista. Por isso, caso exista suspeita de infecção, é importante procurar acompanhamento médico. A dengue não possui um tratamento específico, porém, algumas medidas são adotadas para aliviar os sintomas como a ingestão de líquidos (já que a dengue “retira” o líquido de dentro dos vasos sanguíneos), repouso e uso de medicamentos antitérmicos. Entretanto, combater o mosquito transmissor ainda é o mais importante. E a prevenção, nesses casos, é evitar acúmulo de água. Essa sim é a melhor forma de impedir a dengue de entrar na sua casa.

 

Ecco PressComunicação
Fonte Ecco PressComunicação 09/03/2013 ás 2h

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