Novo diretor do CDT prioriza implantação do Parque Tecnológico

Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 28/02/2013 às 10h

Paulo Suarez assume comando do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico em busca de transferência de tecnologia e estímulo ao empreendedorismo.

A liderança do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da Universidade de Brasília está, desde o início de fevereiro, nas mãos do engenheiro químico Paulo Anselmo Suarez. Ele é o novo diretor do Centro, cargo ocupado desde 1990 por Luís Afonso Bermúdez, hoje no comando do Decanato de Administração (DAF). Suarez assume o posto com a missão de seguir com a vocação do CDT de desenvolver pesquisas tecnológicas que integrem universidade, empresas e sociedade em geral.

“Não tenho dúvidas de que está em boas mãos. Paulo fará uma administração de quem sabe o sentido de pioneirismo que o CDT atuante dá à UnB”, garante Luís Afonso Bermúdez. Para Paulo, o momento é de consolidação e expansão. “Não é preciso um choque de gestão, nem correção de rumos”, disse Suarez, que se coloca no posto de continuidade dos trabalhos realizados desde 1986.

Ao longo desse tempo, o CDT totalizou mais de 900 palestras e cursos, registrou 214 patentes e, através do Programa Multincubadora, de suporte operacional e gerencial a empresas, já gerou mais de 1.600 empregos. Atualmente, são 13 empresas incubadas e outras 11 em processo de pré-incubação. Através do Disque Tecnologia, pensado para a solução de questões tecnológicas de média complexidade para empresários do Distrito Federal, foram realizados 246 atendimentos. Somente em 2012, foram 125 horas de consultoria.

PATENTES – Entre junho de 1999 e novembro de 2012, o CDT auxiliou no registro de 50 patentes de invenção, 18 patentes de desenho industrial e 22 softwares, entre outras modalidades de proteção de pesquisa. “Isso é resultado do Núcleo de Propriedade Intelectual (Nupitec), que trabalha no auxílio de redação de patentes, pedidos de proteção, registro de marca e registro de software. É um exercício de convencimento dos pesquisadores sobre a importância de proteger aquilo que eles estão criando aqui dentro”, disse Paulo Suarez.

O resultado, para o diretor, ilustra o salto dado em 2012, quando 23 das 50 patentes de invenção foram realizadas. “É uma mudança de comportamento dos pesquisadores, que muito se deve à essa equipe, que mapeia o que é feito aqui e compreende o que é passível de ser protegido”, afirma. “Antes, não havia dentro da Universidade a percepção plena desse trabalho. uma percepção de que era importante e fizemos um tralho de procurar os professores. Fazer um trabalho de procurar os professores, entender o que é feito aqui que é passível de ser protegido".

PARQUE – Mais que manter o que está em curso, Paulo Suarez pontua a consolidação do Parque Científico e Tecnológico como nova etapa fundamental. Quando da sua criação, o CDT tinha o objetivo específico de gerir esse ambiente de comercialização de tecnologias, formação e absorção de profissionais, abrigando dentro da UnB empresas com escritórios, laboratórios de pesquisa e equipes atuando junto a pesquisadores da Universidade.

Luís Afonso Bermúdez observa a importância do parque: “Sem dúvidas, abriria as portas dos nossos laboratórios e promoveria a transferência de tecnologia para a sociedade. O parque, cujo leque de assuntos de pesquisas a serem desenvolvidas é imenso, é um mecanismo de transferência da tecnologia desenvolvida para as pessoas”. “Colocaríamos nossos pesquisadores em contato com esse mercado, em áreas que vão de biotecnologia espacial a telecomunicações”, disse Paulo Soarez, acrescentando que seriam oportunidades de estágio para alunos de graduação, bem como possível vínculo de emprego com os recém-egressos da Universidade.

Ao longo dos anos, houve várias tentativas de se implementar o Parque Tecnológico, sempre esbarrando em “conjecturas externas e internas que não o deixaram sair do papel”, na definição do novo diretor. Ele calcula que a primeira unidade do parque, de biotecnologia aplicada a energia, dever ser inaugurada em dois anos, no máximo. Bermúdez acrescenta: “Ainda falta a institucionalização, processo que qualquer instituição está submetida a passar. Leva tempo, claro, especialmente porque é preciso decidir o que a Universidade quer e precisa, quais laboratórios e empresas ela quer atrair para si”.

 

Secretaria de Comunicação da UnB
Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 28/02/2013 ás 10h

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