No meio do pânico, varejo cresce mais de 10% em março

Fonte Fecomercio - SP 19/05/2012 às 13h

O mundo continua às voltas com os problemas na Europa. Novamente é a Grécia que dá o tom negativo, e a sua influência sobre os mercados financeiros tem sido brutal, muito superior ao seu real papel no cenário econômico. Claro, o receio é de que uma derrocada geral grega influencie outras economias mais relevantes como Portugal, Espanha e Itália, nessa ordem. Mesmo assim, os resultados dos mercados financeiros contrastam com os resultados de alguns indicadores que foram divulgados, muito positivos, como as vendas no Varejo no Brasil e o PIB do Japão.

No caso japonês, o crescimento do primeiro trimestre de 2012 comparado ao primeiro trimestre de 2011 foi de 4,1%, acima do resultado esperado de 3,5%, que já seria positivo. Excelente resultado e que alenta uma esperança de que o mundo possa compensar parte da desaceleração europeia. Nos Estados Unidos o mercado de trabalho continua a mostrar que há um processo de retomada lenta e gradual em curso. Na China, apesar da queda do ritmo de crescimento, é fato que crescer 7% a 8% sobre um PIB de quase US$ 7 trilhões não é exatamente um resultado desprezível.

No Brasil, os dados de varejo continuam a mostrar total divórcio entre o consumidor e a indústria. Segundo o IBGE houve crescimento de 12,5% no Brasil e de 12,9% em São Paulo no conceito restrito e de cerca de 10% tanto no Brasil quanto em São Paulo no conceito de Varejo Ampliado que inclui Automóveis e Materiais de Construção. No ano o acumulado de crescimento está ao redor de 10% no Brasil e um pouco acima disso em São Paulo. Ou seja, um trimestre muito bom, dado que a expansão do consumo não é um fenômeno recente e não daria para alegar efeito base. As vendas estão boas e calcadas ainda no emprego, renda e crédito, que se mantém em patamares positivos.

O lado negativo do desempenho do Varejo fica por conta dos custos. A mão de obra vem tendo seus custos constantemente elevados acima da produtividade, e a qualidade do capital humano disponível deixa a desejar. Além disso, os custos de aluguel, energia e a carga tributária vieram corroendo também margens de empresários de todos os setores, inclusive o varejo. Ou seja, aumento de faturamento não é necessariamente melhoria de resultados, embora garanta um ambiente menos negativo do que uma recessão.

Fecomercio - SP
Fonte Fecomercio - SP 19/05/2012 ás 13h

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