NBB - Depois de ter sequência de vitórias quebrada, Brasília visita São José

Fonte Liga Nacional de Basquete 30/03/2013 às 8h

 

Para voltar a vencer no campeonato nacional, brasilienses terão que superar os joseenses no "caldeirão" Lineu de Moura

O Uniceub/BRB/Brasília terá uma missão nada fácil para voltar a vencer na atual temporada do NBB. Após ter sua série de 16 triunfos consecutivo quebrada pelo Pinheiros/SKY, na última quinta-feira, a equipe da capital federal irá até o interior paulista para encarar o São José/Unimed, no sempre barulhento Ginásio Lineu de Moura, na cidade de São José dos Campos. O confonto será realizado neste sábado, às 16 horas (de Brasília), e terá transmissão ao vivo para todo o Brasil.

Além de sentir o gosto de perder uma partida depois de ter conquistado 16 vitórias seguidas, o time candango sofreu uma outra "mudança" em sua rotina. Antes, a equipe almejava desbancar o líder Flamengo e ficar com a ponta da tabela de classificação, mas agora a meta é segurar a segunda colocação. Os atuais tricampeões somam 25 resultados positivos em 30 partidas disputadas (83,3% de aproveitamento), enquanto que os cariocas possuem 27 triunfos também em 30 jogos realizados (90% de aproveitamento).

Com quatro jogos para o fim da primeira fase do NBB, Brasília teria que vencer todos seus compromissos e torcer por três derrotas do clube rubro-negro para assumir a liderança da tabela. Porém, para assegurar de vez o segundo lugar, a equipe comandada pelo técnico José Vidal precisa de apenas mais uma vitória. E essa é a meta da agremiação do Centro-Oeste do país para o confronto no "caldeirão" Lineu de Moura.

"Essa derrota para o Pinheiros não nos abala nem um pouco. Estávamos sem dois jogadores (Paulão e Alírio), perdemos o Nezinho no último quarto e ainda conseguimos voltar no jogo. Por isso foi um grande demonstração da nossa equipe. Agora é manter a cabeça no lugar, e vamos buscar a vitória contra São José para assegurar o segundo lugar", explicou o ala/pivô Guilherme Giovannoni.

"Nossa equipe já é 'calejada', temos muita experiência. Perder para o Pinheiros não nos abala nem um pouco. Sabemos que o jogo será duro em São José, é uma grande equipe, mas estamos tranquilos", concordou o ala e capitão da equipe, Alex.
Enquanto isso, o clima no time do interior paulista é de voltar a atuar bem diante dos atuais tricampeões do NBB. Nas últimas três partidas realizadas entre as equipes foram três vitórias dos brasilienses, todas por no mínimo 16 pontos de diferença. O primeiro revés dos joseenses aconteceu na decisão da última temporada da competição nacional, por 78 a 62.

Depois, os comandados de Régis Marrelli foram superados no primeiro turno da atual edição do NBB, por elásticos 90 a 57, e o último encontro aconteceu em solo mexicano, pelo Grupo E da Liga das Américas 2013: nova vitória tranquila dos candangos, pelo placar de 82 a 61. O último triunfo do São José sobre Brasília aconteceu no dia 26 de janeiro de 2012, ainda pela fase de classificação do NBB 2011/2012, por 83 a 82.

"Vai ser um confronto difícil. Brasília é um dos favoritos para conquistar o NBB e nos últimos três jogos contra eles, não conseguimos jogar bem contra eles. Esse é um jogo em precisamos melhorar para conseguir sair com a vitória. Ainda temos esperanças de terminar a fase de classificação no G-4, mesmo sabendo que não será fácil. Mas para que tenhamos esperanças, precisamos de qualquer jeito da vitória neste sábado", afirmou Marrelli.

Porém, em nenhuma destas três derrotas, a equipe do Vale do Paraíba atuou no Ginásio Lineu de Moura. Jogar ao lado da barulhenta torcida de São José dos Campos faz com que o time tenha boas esperanças de reverter esse cenário recente diante do esquadrão da capital federal.

"Não tenho dúvida que essa partida vai ser diferente. Nossa equipe em casa é muito forte e a torcida nos apoia a todo momento. Temos uma ginásio apertado, que atrapalha bastante o adversário. O que passou, passou, vamos viver o presente, que é a partida de sábado. Esperamos sair com a vitória para fazer a festa ao lado da nossa torcida, disse o armador Fúlvio, dono da maior média de assistências de todo o campeonato: 8,2 passes decisivos por jogo.
Para o confronto, os dois técnicos terão problemas. Régis Marrelli, apesar de contar com os retornos de Chico e Devisson, seguirá sem poder escalar o ala espanhol Álvaro Calvo. Do outro lado, José Vidal terá dificuldades para armar seu garrafão, já que os pivôs Alírio e Paulão Prestes estão machucados e possuem poucas chances de entrar em quadra.

Confira todas as partidas do NBB neste final de semana:

30/03 (Sábado)
16h - São José/Unimed x Uniceub/BRB/Brasília
18h - Tijuca/Rio de Janeiro x Palmeiras
18h - Liga Sorocabana x Pinheiros/SKY
18h - Paschoalotto/Bauru x Paulistano/Unimed
19h - Vivo/Franca x Mogi das Cruzes/Helbor

31/03 (Domingo)
17h - SKY/Basquete Cearense x Suzano/Cesumar/Campestre

Curiosidades das partidas:

São José/Unimed x Uniceub/BRB/Brasília - Ginásio Lineu de Moura, São José dos Campos (SP) - Sábado - dia 30/03, às 16 horas

Valeu título
Na temporada passada, Brasília e São José disputaram o título do NBB, conquistado pelos candangos, no Ginásio Prof. Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes (SP), por 78 a 62.
Superioridade brasiliense No histórico do confronto entre as duas equipes no NBB, o time da capital federal levou a melhor em oito oportunidades e os joseenses, em duas. Os dois triunfos dos paulistas foram conquistados na temporada passada.

Em terras joseenses...
Na última vez que os dois times se enfrentaram no Ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos (SP), o time da casa levou a melhor, por 87 a 78.

Jogos coletivos
O São José é a equipe que mais dá assistências na quinta edição do NBB. A equipe joseense distribui em média 18,2 passes perfeitos por jogo. O Brasília não fica muito longe, pois são os terceiros colocados no fundamento, com média de 17,2 servidas por confronto.

Duelo de garçons
A partida colocará frente a frente os dois líderes em assistências da temporada: Fúlvio (8,23/jogo) e Nezinho (6,28/jogo).

900
É o número de rebotes que o pivô Márcio Cipriano pode completar no NBB ao pegar apenas um.

Primeiro turno
Jogando em Brasília (DF), os donos da casa levaram a melhor sobre o São José, por largos 90 a 57.
Tijuca/Rio de Janeiro x Palmeiras - Ginásio do Tijuca Tênis Clube (SP) - Sábado - dia 30/03, às 18 horas

Por salvação

O Tijuca precisa do resultado positivo a qualquer custo para se salvar da disputa do quadrangular de acesso para o NBB. Para a equipe carioca fugir desta situação, precisa vencer todos os seus cinco jogos restantes na temporada e torcer para o Vila Velha perder todos os seus compromissos restantes.

Má lembrança
Milagrosamente, o Tijuca levou a melhor sobre os alviverdes, no Ginásio Palestra Itália, na partida do primeiro turno. Com uma bola de 3 pontos no último segundo do ala/armador Bruninho, os cariocas venceram por 79 a 77.

Os primeiros 500
Cestinha da equipe do NBB, o norte-americano Caleb Brown precisa de sete pontos para completar 500 na competição.

Contra o ex-time
Coloneze, pivô do Palmeiras, enfrentará o Tijuca, no Rio de Janeiro, pela primeira vez desde que deixou a equipe. O experiente atleta defendeu as cores do alvi-rubro carioca na temporada passada.


Liga Sorocabana x Pinheiros/SKY - Ginásio Gualberto Moreira, Sorocabana (SP) - Sábado - dia 30/03, às 18 horas

Superioridade sorocabana
As equipes já se enfrentaram três vezes no NBB, e a Liga Sorocabana ganhou duas.

Primeiro turno
Que virada! O Pinheiros vencia por 15 pontos de diferença no intervalo da partida, mas a Liga Sorocabana não só virou como abriu 94 a 77.

500 O pivô André Bambu pode atingir uma boa marca em sua carreira no NBB. Ao pegar apenas um rebote, o jogador do Pinheiros atingirá a marca de 500 na história da competição nacional.

Gatilho afiado
O Pinheiros é a equipe que mais acerta bolas de 3 pontos na quinta edição do NBB. Os comandados de Cláudio Mortari convertem em média 10,77 tiros longos por jogo.

Defesa pegada
Na equipe da Liga Sorocabana estão os dois jogadores que mais roubam bolas na atual temporada, são eles os armadores Neto, líder no fundamento com 2,29 desarmes por jogo, e o norte-americano Kenny Dawkins, com média de 2,04 carteiras batidas por partida.


Paschoalotto/Bauru x Paulistano/Unimed - Ginásio Panela de Pressão, Bauru (SP) - Sábado - dia 30/03, às 18 horas

Bauru na frente
As equipes já se enfrentaram 12 vezes no NBB, com sete vitórias dos bauruenses e cinco do Paulistano.

Invicto em terras bauruenses
Na história do NBB, o Bauru jamais perdeu para o Paulistano quando joga em seu ginásio. Foram seis confrontos em casa, com 100% de aproveitamento da equipe do interior paulista sobre os paulistas.

Pela permanência
O Bauru precisa da vitória para permanecer no grupo dos quatro primeiros. Os bauruenses ocupam a quarta posição, com 21 vitória em 31 partidas (67,7% de aproveitamento).

De volta ao primeiro lar O ala do Paulistano, Alex Oliveira, reencontrará o time e torcida do Bauru, onde ele jogou nas três primeiras temporadas do NBB.


Vivo/Franca x Mogi das Cruzes/Helbor - Arena Olímpica, São Sebastião do Paraíso (MG) - Sábado - dia 30/03, às 16h00

1.500 e 150
O ala/pivô Teichmann, do Franca, precisa de 13 pontos de completar 1.500 em sua trajetória no NBB. O jogador também se destaca em sua carreira por dar muitos tocos. O camisa 11 é o segundo maior bloqueador da história do campeonato, e faltam apenas dois tocos para o atleta francano completar 150 na competição.

Outra casa
O Franca sempre mandou seus jogos no Ginásio Pedrocão, considerado por muitos, "o templo do basquete". Porém, a partida contra o Mogi das Cruzes será realizada na Arena Olímpica, em São Sebastião do Paraíso (MG). O local do jogo foi remanejado devido à realização do COMADEF: Congresso da Mocidade das Assembleias de Deus de Franca, pela Prefeitura Municipal da cidade.

Opostos
Franca e Mogi das Cruzes não estão em lados opostos somente na tabela de classificação do NBB. Enquanto os francanos têm a melhor defesa da competição, sofrendo em média apenas 71,86 pontos por jogo, o Mogi das Cruzes tem o segundo pior ataque do NBB. Os mogianos registram em média apenas 74,32 pontos por partida.

5.000
Tradicional equipe do basquete brasileiro, o Franca pode completar 5.000 rebotes em sua história no NBB. Para isso se concretizar, a equipe precisa pegar 26 na partida contra o Mogi das Cruzes.
Os primeiros 1.000 Dentre as equipes estreantes desta temporada do NBB, o Mogi é a que mais pega rebotes, podendo completar 1.000 na partida contra os francanos. Para isso se concretizar, o time precisa de apenas seis rebotes.

O dono dos rebotes
A grande quantidade de rebotes que o Mogi pega na temporada se deve ao pivô Bábby, reboteiro do campeonato com média de 8,93 por jogo.

Para manter boa fase
Em busca de chegar no G-4, os francanos visam ampliar sua sequência vitoriosa que já é de três partidas.

Dura sequência
O caminho do Franca para chegar no grupo dos quatro primeiros será árduo, pois enfrentará três confrontos diretos, em casa. São eles Unitri/Universo (04/04), São José/Unimed (09/04) e o último contra o Pinheiros/SKY (11/04).

Primeiro turno
O Franca não se importou em estar jogando longe de casa, e venceu o Mogi, com tranquilidade, por 95 a 59. O destaque da partida ficou por conta de Cauê Borges, com 17 pontos.


SKY/Basquete Cearense x Suzano/Cesumar/Campestre - Ginásio UNIFOR, Fortaleza (CE) - Domingo - dia 31/03, às 17 horas

Primeiro turno
Atuando em Suzano, o Basquete Cearense levou a melhor, por 85 a 71. O destaque da partida foi Felipe Ribeiro, que registrou um duplo-duplo (18 pontos e 11 rebotes).

Quadrangular de acesso
O Suzano fará o seu primeiro jogo estando sem chances de fugir da disputa do quadrangular de acesso do NBB, contra os dois primeiros colocados da Supercopa Brasil.
Xerife cearense Felipe Ribeiro, destaque do Basquete Cearense na temporada, é o jogador que mais dá tocos no campeonato, com média de 1,48 rejeições por partida. Além disso, o jogador é o segundo que mais pega rebotes (8,76 por jogo) e o segundo mais eficiente do torneio (21,86 por partida)

Liga Nacional de Basquete
Fonte Liga Nacional de Basquete 30/03/2013 ás 8h

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