Ministro italiano diz que caso de Cesare Battisti não afeta relações com o Brasil

Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 às 0h
O ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Claudio Scajola, assegurou hoje que o desfecho do pedido de extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, preso em Brasília, não prejudicará as relações bilaterais com o Brasil.

Scajola, que participou hoje do II Fórum Econômico Brasil-Itália, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ressaltou que a Justiça brasileira "é independente", mas disse esperar que o ex-militante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) seja extraditado.

Battisti foi condenado na Itália à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970. No Brasil, ele está preso desde 2007, mas recebeu em janeiro o status de refugiado político do ministro da Justiça, Tarso Genro.

O julgamento do pedido de extradição é conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que terá sua segunda audiência na próxima quinta-feira. O ex-ativista já recebeu quatro votos a favor e três contrários à sua extradição na primeira audiência, realizada no dia 9 de setembro.

"Battisti é um assassino que carrega nas costas quatro homicídios, foi condenado por um tribunal imparcial através de três graus de julgamento. Esperamos que a Justiça brasileira, que é independente, leve em consideração as avaliações da magistratura italiana", enfatizou o ministro.

Scajola disse esperar que os ministros do Supremo também levem em conta no julgamento de Battisti "o pronunciamento europeu sobre o respeito e a colaboração entre as magistraturas, aprovado também pelo governo brasileiro".

O ministro acrescentou que o Executivo brasileiro admitiu a possibilidade da "intervenção do governo no caso". A decisão do STF sobre Battisti precisará ainda do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser validada.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 ás 0h

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