Ministro italiano diz que carro-bomba levava 150 quilos de explosivos

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa, afirmou hoje, em pronunciamento na Câmara dos Deputados do país, que o carro-bomba usado no atentado que matou seis italianos no Afeganistão possuía "ao menos 150 quilos de explosivo".

La Russa discursou na Câmara esta tarde para aproximadamente cem políticos italianos, para informar sobre o ataque que deixou ao menos 15 mortos e 60 feridos.

De acordo com o ministro, o atentado "não faz parte de uma estratégia contra os italianos, mas é uma tentativa de impedir que as Forças Armadas afegãs e as internacionais estendam o controle do território ao governo legítimo do Afeganistão".

Ressaltando que este é um momento "de dor e união", La Russa ratificou que "a intenção do governo [italiano, ndr.] é de ser solidário com os organismos internacionais, que não se intimidarão pela recrudescência da violência".

Assistiram à audiência de La Russa cerca de cinquenta deputados do governista Partido da Liberdade (PDL) e outros quarenta do opositor Partido Democrata (PD).

Também participaram os ministros da Justiça, Angelino Alfano, e para Assuntos Regionais, Raffaele Fitto, além do subsecretário da Presidência do Conselho, Gianfranco Micciché.

O atentado foi registrado às 12h10 locais (4h40 no horário de Brasília) na região diplomática de Cabul. As vítimas italianas, do 186º Regimento de Paraquedistas da Folgore, são o tenente Antonio Fortunato, primeiro capitão maior Matteo Mureddu, primeiro capitão maior Davide Ricchiuto, sargento maior Roberto Valente, primeiro capitão maior Gian Domenico Pistonami e o primeiro capitão maior Massimiliano Randino.

Fontes do Taliban, grupo islâmico extremista que reivindica o atentado, disseram à rede de televisão local Al-Jazira que a ação tinha o "intuito de demonstrar que ninguém pode se considerar seguro no Afeganistão".

Atualmente, a Itália mantém 2.800 militares entre as cidades de Herat e Cabul, parte da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf). Desde o início da missão no país, 21 soldados italianos morreram em atentados, por doenças e em outros incidentes.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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