Ministro italiano da Defesa diz acreditar em extradição de Cesare Battisti

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, afirmou hoje estar convencido de que o Brasil extraditará o italiano Cesare Battisti, condenado em seu país à prisão perpétua e que teve o status de refugiado político concedido pelo Ministério da Justiça brasileiro.

"Estamos absolutamente convencidos que um país importante, um país amigo como o Brasil, não pode sequer imaginar negar que a Itália seja um Estado democrático, que a nossa magistratura respeita as normas do Estado de direito e, portanto, deixar de extraditar Battisti", afirmou o ministro, contestando a decisão brasileira de conceder o refúgio.

Battisti, condenado por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, época em que militava no grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), foi preso no Brasil em 2007. Em janeiro deste ano, o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu a ele o status de refugiado político, por "fundado temor" de perseguição em seu país de origem.

Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a análise do pedido de extradição do italiano, apresentado pela Itália. Após 11 horas de sessão, o julgamento foi suspenso pelo presidente da Casa, Gilmar Mendes, atendendo a uma solicitação de vista do processo feita pelo ministro Marco Aurélio Mello.

No momento em que as discussões foram interrompidas, pouco depois das 20h30, quatro ministros haviam votado a favor da extradição. Outros três ratificaram a decisão do governo brasileiro de conceder refúgio político.

"O adiamento da decisão da extradição do terrorista Battisti é um ato de infâmia que a Itália deve reagir com dureza. É inaceitável que, pelo sangue derramado, um crime político não seja pago com a prisão", contestou, por sua vez, o italiano Francesco Storace, secretário nacional do partido La Destra, legenda que surgiu da Aliança Nacional (AN).

Com o pedido de Marco Aurélio, o julgamento deverá ser retomado em uma nova data, ainda não definida. Na nova sessão, todos os ministros poderão revisar seus posicionamentos. Até lá, Battisti seguirá preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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