Ministro do Congo revela 13 mortes por "febre desconhecida"

Fonte ANSA 22/08/2014 às 12h

OMS fala em 70 mortes no país, mas ebola não é confirmado

22 Agosto, 10:04•KINSHASA•ZAR

(ANSA) - Felix Kabange Numbi, ministro da Saúde da República Democrática do Congo (DR), divulgou nesta sexta-feira (22) a morte de 13 pessoas, em 10 dias, devido uma febre hemorrágica. As mortes ocorreram na região onde, em 1976, foi descoberto o vírus Ebola. No entanto, até o momento, não foi confirmado o vírus como responsável. Fala-se em febre de "origem indeterminada".


Segundo Numbi, cerca de 80 pessoas que tiveram contato com as vítimas estão sendo monitoradas.

Nesta quinta-feira (21), a Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgou que 70 pessoas morreram no Congo DR, vítimas da febre hemorrágica ainda desconhecida. Segundo a OMS, 592 contraíram a doença no país da África central. Nesta sexta-feira (22), dois novos casos de ebola foram confirmados na Nigéria, subindo para 14 o número de infectados com o vírus no país, cinco pessoas morreram.


Na Libéria, o coordenador da Organização das Nações Unidas (ONU), David Nabarro, afirmou que a entidade tem que estar preparada para enfrentar uma possível epidemia do ebola.

Na Inglaterra, o governo lançou um apelo a cientistas e pesquisadores, visando novas idéias para o combate ao surto de ebola na África. Segundo o jornal The Independent, o governo inglês vai colocar a disposição 6,5 milhões de libras esterlinas (R$ 24,4 milhões) para bolsas de estudos aos especialistas que desenvolvam pesquisas sobre a difusão da doença, formas de tratamento e prevenção.


Nova vacina - Marcado para setembro os primeiros testes em humanos da nova vacina contra o ebola, criada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH em inglês). O anúncio foi feito por Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid), em entrevista ao canal de televisão chinesa CCTV. Os primeiros resultados devem ser analisados em novembro.

Mudanças na missa - Segundo a imprensa de Bein, no oeste africano, região que enfrenta surto de ebola, a Igreja Católica está mudando hábitos durante a missa, para evitar chances de contaminação e proliferação do vírus. Um documento aos arcebispos da região de Cotonou, pede que seja omitido o "cumprimento da Paz de Cristo", quando os fiéis se cumprimentam com as mãos durante a missa. (ANSA)
ANSA
Fonte ANSA 22/08/2014 ás 12h

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