Ministério da Saúde quer expandir parceria com Israel

Fonte Agência Saúde 03/05/2013 às 9h

Em missão ao país, Padilha conhece tecnologia para produção de medicamentos biológicos, visita serviços de assistência israelense e inaugura centro médico na Palestina.

Missão organizada pela Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, com participação do Ministério da Saúde, visa intensificar a cooperação em assistência à saúde e para transferência de tecnologia voltada à produção de medicamentos. O país do Oriente Médio tornou-se referência na fabricação de drogas biológicas ao desenvolver método mais competitivo. Além de conversas com empresários do setor e visitas a serviços de saúde, o ministro Alexandre Padilha, que chegou nesta quinta-feira (2) em Tel Aviv, vai inaugurar um centro médio em Hebron, na Palestina, para qual o governo brasileiro doou US$ 1 milhão. Reúne-se, ainda, com três ministros: da Economia, Naftali Bennett, e da Saúde, Yael German, ambos de Israel, e da Saúde da Palestina, Hani Abdeen.

“O Brasil possui excelentes relações com Israel e Palestina em diversas áreas. No campo da saúde há inúmeras possibilidades de cooperação, transferências de tecnologia e conhecimento. Queremos aprofundar isso em benefício mútuo e, em especial, do SUS e do Brasil”, ressalta o ministro. “Israel é reconhecido mundialmente como um centro tecnológico e de conhecimento em ciências da Vida e que vem gerando resultados importantes para a saúde. Queremos conhecer melhor esse modelo. Com a Palestina já estamos desenvolvendo cooperação na área médica e apoiando seu sistema de saúde como forma de contribuir com seu desenvolvimento”, acrescenta.

A comitiva, que conta também com a participação de médicos brasileiros em Israel, visita, na quinta-feira (2), o Centro de Simulação de Israel, do Hospital Tel Hashomer, na região central do país. O local é conhecido mundialmente por treinar profissionais de saúde para situações realísticas de alto risco, como grandes emergências e crises. Mais de 6 mil profissionais já receberam treinamento para assistência em saúde nesse centro.

Em Israel, o ministro também percorrerá as alas do Hospital Hadassah, em Jerusalém, reconhecido pela especialidade em tratamentos como o neurológico adulto e infantil. É um hospital público e um dos mais importantes de Israel, com cerca de 700 leitos e 31 salas de cirurgias. Em 2005, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, em reconhecimento à igualdade no tratamento a pacientes, independentemente de etnia e religião.

MEDICAMENTOS DE PONTA – O ministro da Saúde reúne-se em Israel com os dirigentes de duas indústrias farmacêuticas – a TEVA Pharmaceutical, a maior fabricante de medicamentos genéricos do mundo e que já tem uma subsidiária no Brasil, e a Protalix Biotherapeuticals, especializada em biotecnológicos e com a qual a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e vem trabalhando para fabricação no Brasil.

O mercado de medicamentos biológicos é uma das grandes apostas do governo brasileiro. Por intermédio de PDPs, ocorre a compra de grandes volumes de medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) por um preço mais reduzido e, ainda, a transferência de conhecimento tecnológico para laboratórios públicos brasileiros. É o caso da PDP entre a Fiocruz e a Protalix/Pfizer para a produção do tratamento de pacientes com a Doença de Gaucher. A tecnologia desenvolvida no país do Oriente Médio ganha em competitividade pelo baixo-custo dos processos produtivos, alto rendimento e risco zero de contaminação viral. A estimativa de economia para o Ministério da Saúde em cinco anos, a partir do começo da produção deste medicamento, é de R$ 64 milhões.

“Já temos 64 parcerias que, juntas, representam R$ 2,8 bilhões de economia por ano aos cofres públicos”, observa o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, que participa da missão a Israel e Palestina. “É uma forma de ampliarmos cada vez mais o acesso da população brasileira a medicamentos pelo SUS, reduzindo nossos preços de compra e, ao mesmo tempo, estimular odesenvolvimento tecnológico e econômico”, reforça. O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, Ivo Bucaresky, também integra a comitiva.

INAUGURAÇÃO – A partir de sexta-feira (3), o ministro Padilha começa a visita à Palestina. Em Ramala, se encontra com o ministro da Saúde da Palestina e conhece o centro hospitalar referencial da região. No sábado (4), em Hebron, inaugura o centro médico construído com recursos do governo brasileiro. O Brasil destinou US$ 10 milhões para o governo palestino como forma de apoio e assistência humanitária para serem aplicados em educação, profissionalização, agricultura e saúde.

“O Brasil identifica na saúde uma ponte para cooperação entre os povos, com resultados concretos. A melhoria da qualidade dos serviços de saúde e a ampliação do acesso a medicamentos e tratamentos são uma busca permanente do Ministério da Saúde e o foco da nossa ação internacional. Israel e Palestina também perseguem estes objetivos e, por essa razão, queremos aprofundar nossa cooperação com ambos”, reforça o chefe da Assessoria Internacional do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman. Ainda no sábado, o ministro retorna ao Brasil.

 

Agência Saúde
Fonte Agência Saúde 03/05/2013 ás 9h

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