Militantes do Isis conquistam mais uma cidade

Fonte ANSA 11/08/2014 às 9h
Liga Árabe acusa Isis de 'crimes contra a humanidade'

11 Agosto, 09:37•BEIRUTE•ZGT

(ANSA) - Os militantes do Estado Islâmico (Isis) conquistaram mais uma cidade iraquiana no nordeste do país. Jalawla, que fica a 130 quilômetros da capital Bagdá foi tomada ontem (10) "após intensos combates", segundo fontes de segurança.

Por culpa da violência empregada em suas conquistas e, depois durante o "califado", a Liga Árabe afirmou que os terroristas do Isis estão praticando "crimes contra a humanidade" e que "irão ser julgados" por isso. O presidente da entidade, Nabil al Arabi, pediu a todos os países que "se empenhem em ajudar o Iraque a sair dessa crise e garantir a segurança necessária às minorias iraquianas, para garantir a independência e a unidade do Iraque".

Mais de 100 mil cristãos já fugiram do país por perseguição dos jihadistas e, somente ontem, mais de 500 pessoas da minoria Yazidi foram assassinadas e "muitas foram enterradas vivas" pelos rebeldes.

No sábado (09), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que os ataques aéreos contra o grupo jihadista Estado Islâmico foram bem sucedidos. No entanto, assim como já havia sido antecipado pela Casa Branca, ele confirmou que não há um prazo para concluir a operação, que começou na manhã de sexta-feira (8).

Os militantes começaram os combates no dia 30 de na Síria e no Iraque e anunciaram ter estabelecido um califado nessas áreas. O "Estado Islâmico" se estende de Aleppo, na Síria, até a província de Diyala, no Iraque, e foi formado após avanços territoriais do Isis nas últimas semanas. O intuito do Isis é formar um governo único, sem fronteiras, do Mediterrâneo ao Golfo Pérsico, como existia nos tempos medievais.

Eleições

Nesta segunda-feira, a Corte Federal iraquiana reconheceu que o partido Estado de Direito, do primeiro-ministro Nuri al Maliki foi o vencedor das eleições de 30 de abril. Ontem, o premier havia anunciado que contestaria a demora do presidente Fuad Masum em lhe entregar um novo mandato, acusando-o de ferir a Constituição.

O premier tem sofrido grande pressão para renunciar a um terceiro mandato, já que vários iraquianos o acusam de ser responsável parcialmente pelos recentes confrontos no país.

Costumeiramente, o cargo de primeiro-ministro é sempre ocupado por um xiita no Iraque. Diante da situação, nesta segunda-feira, o bloco xiita do Parlamento designou Haider al Abadi para suceder Nuri al Maliki, informaram fontes legislativas locais. (ANSA)
ANSA
Fonte ANSA 11/08/2014 ás 9h

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