Mídias Sociais podem definir o futuro das marcas

Fonte Kampeki Marketing Digital. 19/11/2009 às 0h
Foi divulgada na semana passada uma pesquisa intitulada a “Maturidade do Marketing Digital nas Empresas Brasileiras”, desenvolvida pela ApRISCO (Associação Profissional de Risco), com o apoio de empresas parceiras. Um tema me chamou mais a atenção: Mídias Sociais.

Veja o que diz a análise da pesquisa: “Quando perguntamos qual a posição da empresa em relação a Mídia Social, constatamos que existe um bom nível de entendimento sobre mídia social e seus benefícios, mas a participação em comunidades e discussões ainda é limitada“.

Como não foi divulgada a metodologia utilizada na pesquisa, nem o perfil das empresas que participaram, não dá pra afirmar que esse é o pensamento geral das empresas brasileiras.

O fato é: Quem diz que entende a importância das mídias sociais, mas não investe em ações nessa área, na verdade ainda não entendeu.

Apesar do crescimento da internet e principalmente das mídias sociais, as empresas brasileiras ainda dedicam a maior parte  da sua verba de marketing aos meios tradicionais. Marcelo Coutinho, consultor do Grupo IBOPE, disse recentemente em uma palestra, que a internet tem 30% mais audiência que a TV por assinatura no Brasil. No entanto, a TV por assinatura recebe 3 vezes mais investimento que a internet.

Depois da Televisão, o jornal impresso é o meio que mais recebe investimento em mídia com faturamento de R$ 6,3 bilhões no 1º semestre de 2009, porém, a circulação média do meio Jornal dos veículos filiados ao IVC-Instituto Verificador de Circulação caiu 4,8% no 1º semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2008. A circulação média de todos os títulos filiados à entidade no 1º semestre de 2009 foi de 4.231.165 exemplares por dia. Em 2008, esse número alcançava 4.394.047.

Enquanto isso na Internet:

No Brasil o faturamento do meio internet foi de R$ 784,6 milhões no 1º semestre de 2009, crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano passado, mas representa apenas 3% do total de investimento em publicidade segundo o  IBOPE/Monitor. Já o levantamento do Projeto Inter-Meios aponta faturamento de  R$ 550 milhões de janeiro a agosto deste ano, com alta de 22,6% em relação ao mesmo período de 2008.

Esses levantamentos usam metodologias diferentes para calcular o faturamento de cada meio, porém os dois mostram números percentuais muito próximos. O  fato é que o investimento cresceu, mas se comparado a audiência, ainda é desproporcional aos outros meios.

Segundo o IBOPE Nielsen Online, o Brasil possui 65 milhões de usuários de internet, 59 milhões de brasileiros acessaram comunidades de redes sociais e ferramentas de mensagens instantâneas em casa e no trabalho em setembro. Um estudo da Deloitt mostra que o tempo usado na internet por “razões sociais” é 50% maior no Brasil que nos EUA. Outro dado comparativo interessante, é que se o Facebook fosse um país, seria o 4º mais populoso do mundo.

Números tão expressivos jamais passariam desapercebidos pelas empresas, o problema é que boa parte das marcas ainda não conseguiu entender a mecânica das Mídias Sociais, não sabem transformá-la em vantagem competitiva para seus negócios e acabam tratando esse meio como se fosse mais uma plataforma de vendas.

Em vez de vender, ajude-o a comprar.

Como já escrevi em outro post: Mídias Sociais não servem para vender, mas para criar relacionamentos. Pessoas gostam de fazer negócios com quem elas conhecem e confiam, por isso a regra número um dos vendedores é “não faça um cliente, faça um amigo” . A mesma regra vale para as mídias sociais.

Na mídia tradicional, sem um  bom planejamento e objetivos bem definidos, a probabilidade de cometer erros é grande. Na internet não é diferente, antes de criar blog, uma conta no Twitter ou Orkut, é preciso criar planejamentos que estejam alinhados com as estratégias da empresa e estabelecer objetivos mensuráveis para cada ação.

Mídias Sociais podem ser usadas como termômetro para medir o impacto de ações on-line e off-line, se bem utilizadas, são fontes inesgotáveis de dados mensuráveis, que podem ser usados tanto para estabelecer novas estratégias, quanto para aprimorar ou desenvolver novos pordutos e serviços para sua marca.

Sim, você pode e deve investir em publicidade nas mídias sociais, mas reserve uma parte da verba para criar conteúdo útil aos usuários. Em vez de criar propaganda mostrando as característica de um aparelho celular, faça um vídeo mostrando truques e dicas de utilização e poste no YouTube. Você ficaria surpreso ao saber quantas pessoas procuram vídeos explicativos sobre celulares, em vez de ler o manual que vem com os aparelhos. Comece com pouco, mas começe!

“Não é a mais forte das espécies que sobrevivem, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor se adapta às mudanças” - Charles Darwin. Estamos vivendo um momento impar na forma como as marcas se relacionam com seus clientes. É uma fase de transformações profundas, aproveite a oportunidade para desenvolver novas formas de se relacionar com seus clientes através das mídias sociais, agora é a hora de errar, tentar e adaptar, pois todos estão aprendendo.

Mas seja rápido, até alguns anos atrás a maioria das mídias sociais que conhecemos hoje não existiam. Amanhã elas  é que vão definir quais marcas continuarão existindo.

Por: Kampeki Marketing Digital by Paulinho Uda

Kampeki Marketing Digital.
Fonte Kampeki Marketing Digital. 19/11/2009 ás 0h

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