Metodologias e ferramentas evitam desperdícios em grandes obras

Fonte Time Comunicação 07/04/2013 às 12h

30% do material utilizado na obra vai para a caçamba e que obras, na maioria das vezes, não são entregues no prazo, afirma consultor.

A palavra construção costuma nos remeter a dois pensamentos distintos. Se por um lado o termo faz uma referência ao progresso e ao crescimento, por outro algumas pessoas fazem alusão a falta de planejamento, estresse e desperdícios. Infelizmente esta dualidade tem sentido, pois o Brasil é um país que se encontra em amplo crescimento no setor da construção e alguns parâmetros de qualidade que existem em outros países chegaram há pouco tempo por aqui.
De acordo com o Sindicato da Construção (SINDUSCON), o setor civil cresceu 4% em 2012 e o emprego formal em construção civil deve crescer 5,9% neste ano. Em relação à construção pesada, depois de dois anos de resultados não muito animadores, o segmento deve retomar seu crescimento. Em 2012, a produção de asfalto (um dos principais indicadores no setor) aumentou em 4,3% segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Com um cenário animador, é natural que as construtoras procurem uma gestão mais eficaz dos seus recursos. É neste contexto que entram a Excelência Operacional e o Lean Construction – pontos primordiais para atingir o objetivo de remover desperdícios e a estabilizar os processos, resultando assim na melhoria da qualidade dos processos e produtos, aumento da satisfação dos clientes, otimização dos processos, redução de custos e redução do prazo de entrega das obras.
Os princípios, metodologias e ferramentas da Excelência Operacional envolvem temas como Supply Chain Management, Gestão, Planejamento, Programação e Controle de Obras, Facility Management, Estratégia de Produção e Logística, entre outros. Tem como base o Lean Construction (na tradução, Construção Enxuta) cuja origem é o Sistema Toyota de Produção, também conhecido como Lean Production, Lean Manufacturing ou Lean System. Ao longo dos últimos cinco anos tais temas vêm evoluindo, principalmente na Europa e Estados Unidos; sendo implementados não apenas em obras civis, mas expandindo-se para todos os outros tipos de canteiros.

O Lean Construction chegou ao Brasil na década de 90 e tem sido utilizada desde então apenas em construção civil (obras prediais). “Nosso desafio agora é levar a Excelência Operacional e o Lean Construction para todos os outros setores da construção no Brasil. Como infraestrutura, pesada, eólica, portos, estaleiros, industrial, entre outras. Estamos empenhados em oferecer soluções pioneiras em Excelência Operacional e Lean Construction, trazidas da Europa, para todas as grandes construtoras do Brasil”, explica Jevandro Barros – diretor do Institute for Operacional Excellence | Brasil (IOPEX).
O IOPEX tem sido pioneiro no Brasil junto à implementação de metodologias, ferramentas e Programas Corporativos de Excelência Operacional e Lean Construction em médias e grandes obras. Usinas termoelétricas, estádios, obras industriais, rodoviárias e ferroviárias, pontes e viadutos, portos, estaleiros, aeroportos, linhas de transmissão são alguns exemplos de grandes construções que podem adotar a Excelência Operacional e o Lean Construction. “Não é só em construções prediais que em média 30% do material utilizado na obra vai para a caçamba e que obras, na maioria das vezes, não são entregues no prazo. Em grandes construções isso também acontece, onde os impactos são ainda maiores, e o nosso grande desafio é mostrar que já existem metodologias e ferramentas capazes de resolver boa parte destes problemas e alavancar resultados significativos em relação a qualidade, prazos, satisfação dos clientes e, principalmente, custos.”, finaliza Barros.

Time Comunicação
Fonte Time Comunicação 07/04/2013 ás 12h

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