Membros da Alba estudam impor bloqueio comercial a Honduras

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
Os países-membros da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), que se reúnem a partir de hoje na cidade de Cochabamba, na Bolívia, estudam adotar novas sanções contra Honduras, que faz parte do bloco, caso não haja um acordo que promova a restituição do presidente Manuel Zelaya ainda nesta sexta-feira.

A hipótese mais forte é de que a Alba submeta o país a um bloqueio econômico e comercial até que o regime de facto, instalado após o golpe de Estado de 28 de junho, deixe o poder.

O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, revelou que os sócios do bloco debaterão iniciativas para aumentar a pressão em favor de uma saída negociada para a crise, que deve passar necessariamente pela restituição de Zelaya.

Durante a cúpula de Cochabamba, que ocorrerá até amanhã, a chanceler do presidente destituído, Patricia Rodas, apresentará um relatório sobre a atual situação vivida por seu país.

"Vocês sabem que há um ultimato em Honduras para que Zelaya possa ser restituído", recordou Choquehuanca, referindo-se ao prazo decretado pelo mandatário deposto para que as comissões de representantes que participam da mesa de diálogo instaurada na semana passada cheguem a um consenso.

"Fala-se de um bloqueio comercial, de um bloqueio econômico. Há várias propostas que poderão ser discutidas", acrescentou.

Em Tegucigalpa, após outra intensa jornada, realizada ontem, os grupos que representam Zelaya e o presidente de facto, Roberto Micheletti, devem dar continuidade ao diálogo hoje.

O ultimato de Zelaya para que se conseguisse sua restituição, anteriormente fixado para a meia-noite dessa quinta-feira, acabou adiado por mais 12 horas.

Em declarações concedidas ontem, Víctor Meza, ministro do presidente eleito e integrante da comissão que o representa na mesa bilateral, afirmou que as tratativas já avançaram 95%.

"Estamos otimistas de que amanhã (hoje) teremos um acordo, possivelmente ao meio-dia", indicou. Ele também explicou que o anúncio feito na quarta-feira não dizia respeito a um acordo final, mas a concordâncias sobre "um texto único", que era "um preâmbulo imediato de um acordo".

Segundo Meza, Zelaya e Micheletti já fizeram observações neste texto, que agora será discutido em sua versão final. "O diálogo não terminou. A mesa segue estabelecida, segue funcionando", garantiu
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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