Medicina reprodutiva vence barreiras impostas pela infertilidade

Fonte CDI Comunicação Corporativa 13/04/2013 às 23h

Especialista explica como é possível engravidar através de técnicas de reprodução assistida.

Com a estimativa de 80 milhões de casais com problemas de infertilidade no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), e aproximadamente 2 milhões deles apenas no Brasil, a reprodução assistida é uma das áreas da medicina que mais cresce e avança em tecnologia todos os anos. Hoje, através de modernas técnicas, já é possível vencer diversas barreiras causadas pela infertilidade.

Quando o casal tem dificuldade para engravidar, a procura ao especialista acontece sem saber ao certo qual a técnica que será utilizada para resolver o problema. “Após uma detalhada avaliação, o médico pode constatar qual procedimento é mais adequado àquele casal. Na maioria dos casos, o sucesso de uma gravidez depende da quantidade, qualidade e morfologia de espermatozoides e óvulos”, comenta a Dra. Michele Panzan, coordenadora da unidade Huntington em Campinas.

A especialista explica quais são as principais técnicas da medicina reprodutiva que podem ser indicadas caso a caso:

Inseminação Artificial

Ocorre quando o sêmen do parceiro é coletado e introduzido diretamente na cavidade uterina. “Nesse procedimento a intenção é cortar o caminho percorrido pelos espermatozoides. Isso acontece quando no colo do útero existem anticorpos que matam os gametas masculinos” explica Dra. Michele. Como na cavidade uterina já não há a possibilidade de haver tais organismos, o sêmen é depositado ali, através da técnica, para que os espermatozoides possam se dirigir ao óvulo sem impedimentos. Outro motivo que leva à utilização da inseminação é a baixa quantidade de espermatozoides no sêmen. Ele então é tratado para que sua concentração aumente e seja finalmente implantado.

FIV – Fertilização In Vitro

Conhecida popularmente como “bebê de proveta”, na Fertilização in vitro a fecundação é feita fora do corpo materno. O primeiro passo é estimular a produção de mais de um óvulo por ciclo através de drogas específicas. Segundo a Dra. Michele, esses óvulos são sugados por uma agulha e então depositados em uma solução nutritiva para que se mantenham vivos. Em seguida, os espermatozoides também são colocados no mesmo recipiente para que ocorra a fecundação. Quando fertilizado, o óvulo é encaminhado a uma estufa onde se iniciará o processo de divisão celular. Ao atingir o estágio de oito ou 16 células, o embrião já está apto a ser implantado no útero materno.

ICSI

Se a causa da fertilidade for proveniente do paciente masculino, é provável que a produção de espermatozoides seja muito baixa, rara ou praticamente inexistente. Nesses casos, soma-se à FIV uma técnica chamada injeção intracitoplasmática de espermatozoide, a chamada ICSI, em que único espermatozoide especialmente selecionado é injetado em cada óvulo disponível.

Diagnóstico Pré-Implantacional (DPI) e Hibridização Genômica Comparativa

Uma das tecnologias mais avançadas no momento, o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (DPI), é feito através da técnica de Hibridização Genômica Comparativa (CGH), por array, que analisa a genética dos 24 cromossomos em uma única célula embrionária. O diagnóstico prévio de alterações cromossômicas permite transferir ao útero materno apenas os embriões cromossomicamente normais, evitando padecimentos desnecessários. “É uma técnica indicada em casos de idade materna avançada, repetidas falhas de implantação, abortos de repetição e fator masculino severo.” observa a médica.

Vitrificação

A vitrificação é a técnica mais moderna de congelamento de óvulos, espermatozoides e embriões. Feito em nitrogênio líquido à baixíssima temperatura (-196ºC), o processo acontece de forma rápida: leva cerca de 3 segundos para se congelar a célula. Diferentemente do antigo congelamento, que era mais lento e deixava a célula vulnerável à formação de cristais de gelo que a danificava, essa técnica não prejudica sua integridade e, após o descongelamento, ela permanece em ótima condição para uso. O Grupo Huntington realizou pesquisa em embriões descongelados e frescos, submetendo-os ao CGH, e verificou que as taxas de gestação nos dois casos são praticamente as mesmas. Os índices de sobrevivência dos embriões congelados por vitrificação pelo Grupo Huntington chega a 98%.

 

Ovodoação

A ovodoação é destinada a casais em que o fator ovulatório é a principal causa de infertilidade, seja pela incapacidade do ovário em produzi-los, seja pela acentuada queda na qualidade dos óvulos. O maior objetivo do programa é ajudar a paciente a engravidar através do óvulo de uma terceira pessoa. O processo é sigiloso para ambas as partes: doadora e receptores não conhecerão a identidade um do outro.

Sobre o Grupo Huntington

Criada em 1995, a Huntington Medicina Reprodutiva é um dos maiores grupos do Brasil, com cinco unidades instaladas em São Paulo e uma nova unidade em Campinas. Sob a direção de Paulo Serafini e Eduardo Motta, renomados especialistas na área, o grupo é referência nacional e internacional em tratamentos para fertilidade. A Huntington possui corpo médico e técnico-científico altamente capacitado, que se destaca na prática clínica, cirúrgica e tecnológica. Os principais tratamentos utilizados atualmente são: Inseminação Artificial, Fertilização in Vitro, além de técnicas de reversão de vasectomia e de laqueadura, entre outras. Visite www.huntington.com.br

CDI Comunicação Corporativa
Fonte CDI Comunicação Corporativa 13/04/2013 ás 23h

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