Medalha de ouro de Joaquim Cruz completa 30 anos

Fonte Brasil 2016 06/08/2014 às 21h
Há 30 anos, na tarde do dia 6 de agosto de 1984, no Coliseu de Los Angeles, o brasiliense Joaquim Carvalho Cruz disputou a final dos 800m dos XXIII Jogos Olímpicos da Era Moderna. Depois do aquecimento e do tiro de largada, o brasileiro completou as duas voltas na pista em 1min43s00 e, com isso, garantiu uma histórica medalha de ouro e o recorde olímpico para o Brasil. Ele tinha apenas 21 anos.

Em Los Angeles, Joaquim superou o legendário britânico Sebastian Coe, na época recordista mundial com 1min41s73. O grande nome da prova, Coe terminou com a medalha de prata. Em toda a carreira, Joaquim quebrou sete vezes os recordes brasileiros e sul-americanos dos 800m e dos 1.500m.

“Foi com certeza um dos grandes marcos da história do Atletismo nacional”, ressaltou o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), José Antonio Martins Ferreira. “Foi a única medalha de ouro conquistada nesta edição olímpica pela delegação do Brasil”, lembrou o dirigente. Vale ressaltar que a conquista de Joaquim Cruz, que nesta quarta-feira (6) completa 30 anos, segue como o único ouro conquistado pelo atletismo brasileiro em provas de pista nos Jogos Olímpicos.

Nascido na cidade de Taguatinga, distante cerca de 20 quilômetros de Brasília, em 12 de março de 1963, Joaquim Cruz voltou ao pódio olímpico na edição seguinte, em Seul (1988), quando ficou com a prata, também nos 800m. Antes das medalhas olímpicas, Joaquim Cruz já havia subido ao pódio em 1983, no Campeonato Mundial de Atletismo, disputado em Helsinque, na Finlândia, quando ficou com o bronze nos 800m. Na história dos Jogos Pan-Americanos, o brasiliense é bicampeão dos 1.500m: em 1987, em Indianápolis (Estados Unidos), e em 1995, em Mar del Plata (Argentina).

Joaquim Carvalho Cruz, que em sua carreira teve como treinador Luiz Alberto de Oliveira, faz parte do Programa Caixa Heróis Olímpicos, da Confederação Brasileira de Atletismo. Ele começou no esporte no basquete e, em seguida, guiado pelo treinador, mudou para o Atletismo. Em 1981, Joaquim já havia quebrado o recorde mundial juvenil dos 800m, com 1min44s3, no Rio de Janeiro.

Joaquim Cruz foi porta-bandeira do Brasil nas Olimpíadas de Atlanta-1996 e atualmente mora em San Diego, na Califórnia, onde trabalha na orientação de atletas militares e paraolímpicos dos Estados Unidos. Como medalhista olímpico, integra a Assembleia da CBAt, participando das decisões da entidade.

Medalha de ouro no salto em distância nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 (a única medalha do atletismo feminino na história dos Jogos), Maurren Maggi ressaltou o feito de Joaquim Cruz e como o corredor foi importante para sua carreira.

“Infelizmente eu era muito pequena quando ele ganhou a medalha de ouro. Gostaria de ter acompanhado esse momento”, declarou a campeã. “O Joaquim é uma inspiração para mim e para todos os atletas do Brasil. Ele sempre me deu ótimos conselhos e sempre foi muito bacana comigo. Tomara que nos 30 anos da minha medalha o Brasil já tenha várias outras medalhas de ouro olímpicas no atletismo para a gente celebrar”, continuou Maurren Maggi.


Brasil 2016
Fonte Brasil 2016 06/08/2014 ás 21h

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