MEC e prefeitura anunciam compromissos com a construção de campus da Unifesp na Zona Leste

Fonte Unifesp 03/05/2013 às 9h
Medidas e metas foram apresentadas na primeira audiência pública sobre a instalação do campus na região
Representantes de diferentes instâncias governamentais garantiram compromissos com a implantação do campus da Unifesp na Zona Leste durante a primeira audiência pública sobre o tema, realizada no dia 26 de abril, na igreja São Francisco, em Ermelino Matarazzo.

“Esta é uma noite especial porque conseguimos firmar o comprometimento de forças importantes que certamente trabalharão para que este campus seja construído em um prazo recorde”, declarou a reitora Soraya Smaili.

Diante de uma plateia com aproximadamente 400 pessoas, a maioria composta por moradores da região, além de parlamentares e docentes da Unifesp, o secretário de educação superior do Ministério da Educação, Paulo Speller, que representou o ministro Aloizio Mercadante no evento, sinalizou a liberação de recursos para a contratação de docentes e servidores que trabalharão no processo de instalação da universidade.

“Trago as palavras do ministro Mercadante para afirmar que o MEC está do lado de vocês para concretizar a Unifesp na Zona Leste de São Paulo. Gostaria de anunciar que já temos autorizado a disponibilização de 101 docentes e outros 105 funcionários para trabalharem no processo de construção da infraestrutura e elaboração de cursos a serem oferecidos”, disse o secretário sem estabelecer um prazo para que isso seja feito.

A ocupação do terreno de 135 m² na avenida Jacu Pêssego somente poderá ser feita pela universidade após a liberação, por parte da prefeitura de São Paulo, de laudos técnicos que garantem as condições mínimas para tanto. Diante disso, a secretária adjunta de Educação da prefeitura de São Paulo, Joane Vilela, afirmou que esses laudos serão apresentados no prazo de dois a três meses. “A gestão do prefeito Haddad tem o compromisso de construir a Unifesp na Zona Leste para atender as necessidades da população local e de toda a cidade de São Paulo, podem contar conosco”, completou.

Líderes dos movimentos sociais da região, aproveitaram a presença de representantes dos governos federal e municipal, deputados e vereadores para cobrar agilidade e atenção no processo de instalação do futuro Campus. “Demoramos quase cinco anos para conseguir esse terreno e não podemos ficar esperando muito mais. Precisamos ter um cronograma para este projeto e que ele seja cumprido”, alertou Antonio Luiz Marchioni, o padre Ticão, administrador da igreja São Francisco e um dos principais líderes de movimentos sociais da Zona Leste.

Figura assediada por políticos de diferentes partidos em época de eleições, padre Ticão aproveitou a ocasião para convocar um ato em frente ao terreno na avenida Jacu Pêssego, no dia 26 de outubro, em que será feita uma avaliação dos trabalhos realizados nos primeiros seis meses do projeto.

Outras duas audiências públicas para discutir a implantação do campus da Unifesp na Zona Leste estão previstas para esse ano, porém ainda sem datas confirmadas. Uma delas será na Câmara Municipal de São Paulo e a outra na sede da reitoria, na Vila Clementino.

Grupos de trabalho

Soraya Smaili lembrou que a concessão do terreno para a construção da universidade é uma conquista da população local, e que os projetos para concretização da Unifesp na Zona Leste serão feitos em parceria. Além de um grupo de trabalho (GT) formado por 16 pessoas – sendo oito da universidade e oito dos movimentos sociais, que já está discutindo a formação dos cursos a serem oferecidos -, foi anunciada a criação de um outro GT responsável pela implantação de novos programas de Extensão na região, este composto por quatro representantes de cada uma das partes.

A audiência também contou com a presença do deputado federal, Vicente Cândido, o deputado estadual, Adriano Diogo, a vereadora Juliana Cardoso, o vereador Gilberto Natalini, o subprefeito de Itaquera, Guilherme Henrique de Paula e Silva, o subprefeito de São Miguel Paulista, Aldo Antunes de Faria Sodré, e o coordenador da Escola da Cidadania e líder de movimentos sociais da Zona Leste, Luís França.
Unifesp
Fonte Unifesp 03/05/2013 ás 9h

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