Manejo de pirarucu gera R$ 1,7 milhão de renda em reservas

Fonte Ascom do Instituto Mamirauá 09/04/2013 às 8h
Em 2012, o Instituto Mamirauá assessorou sete sistemas de manejo nas Reservas Mamirauá e Amanã, estendeu-se a 27 comunidades ribeirinhas e a três Colônias de Pescadores dos municípios vizinhos (Tefé, Alvarães e Maraã). A venda de pirarucu resultou em R$ 1.683.726,90 de faturamento total bruto, proporcionando ao pescador um faturamento bruto médio de R$ 1.586,92.

 

O Programa de Manejo de Pesca capacitou mais de 400 pessoas para o uso adequado dos recursos pesqueiros, beneficiando 1.061 pescadores com o manejo.

Foram capturados 5.858 pirarucus totalizando 304.183 quilos (kg), o que representa 99,6% da cota autorizada. Do volume total de produção, 303.988 kg foram comercializados. A média do peso dos pirarucus capturados foi de 52 kg e a média do comprimento foi de 1,77 metro (m), e 77,5% dos pirarucus apresentou tamanho igual ou superior a 1,65 m.

A maior parte da produção (90,6%) foi comercializada no mercado local (Tefé, Alvarães e Maraã), e os outros 9,4 %, no mercado regional (Manaus). O preço médio pago pelo quilo do peixe foi de R$ 5,54.

Superação

Em 2013, o manejo completa 15 anos. Estima-se que tenha gerado mais de R$ 10 milhões para os participantes. Segundo a coordenadora do programa, Ana Cláudia Torres, os desafios propostos estão sendo superados: "A gente vê que os objetivos estão sendo alcançados, com a recuperação dos estoques da espécie e a adesão dos pescadores, pois eles se tornam os guardiões deste importante recurso". O estoque natural de pirarucus, nas áreas manejadas das reservas Mamirauá e Amanã, aumentou em média mais de 447% nos últimos 12 anos.

O aumento no número de peixes trouxe renda para os manejadores. "Essa área que nós trabalhamos hoje era muito escassa de pirarucu e, com trabalho de um ano que nós tínhamos começado a proteção da área, a gente começou a ver que o peixe começou a aparecer, e com dois anos começamos a fazer o manejo", disse o presidente da Colônia de Pescadores Z-23 de Alvarães, Raimundo de Oliveira Queiroz.

Na década de 1990, pesquisas sobre aspectos da ecologia, biologia e pesca da espécie foram realizadas pelo Instituto Mamirauá para subsidiar o manejo. A partir da demanda dos próprios pescadores, em trabalhar de forma legalizada, a instituição encaminhou um projeto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/MMA) solicitando a autorização para a pesca do pirarucu dentro de um sistema de exploração sustentável experimental.

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Ascom do Instituto Mamirauá
Fonte Ascom do Instituto Mamirauá 09/04/2013 ás 8h

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