Líderes da Unasul se reunirão em Bariloche para analisar acordo entre Colômbia e EUA

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
A reunião extraordinária de chefes de Governo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que contará com a presença do presidente colombiano, Álvaro Uribe, será realizada no próximo dia 28, anunciaram fontes do governo argentino.

Uribe, cujo governo pretende firmar ainda neste fim de semana o acordo militar com os Estados Unidos -- que prevê o envio de militares e policiais civis norte-americanos a até sete bases colombianas --, "concordou em participar" com "muita disposição", disseram as fontes citadas pela agência estatal Télam.

A reunião, anunciada na última cúpula da Unasul, realizada na segunda-feira em Quito, Equador, deverá ocorrer no hotel Llao-Llao, da cidade de San Carlos de Bariloche, na Patagônia.

A presidente do país, Cristina Kirchner, conversou com seus pares sul-americanos para decidir o dia do encontro, que tem o objetivo de retomar o diálogo sobre o acordo entre Bogotá e Washington.

A possibilidade de que militares dos EUA atuem nas bases locais é repudiada por Bolívia, Equador e Venezuela, que consideram "uma agressão" e um foco de desestabilização na região. Brasil, Argentina e Uruguai também demonstraram preocupação pelo acordo.

Na última semana, Uribe visitou Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil para explicar o tratado que, segundo o governo colombiano, é uma extensão do Plano Colômbia contra o narcotráfico e o terrorismo.

Fontes citadas pela agência DyN, por sua vez, informaram que a reunião na Argentina tem o objetivo de "reconstruir o cenário de diálogo" entre as nações sul-americanas.

"Não se pode ir ver o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com uma foto de Quito, onde um presidente (Álvaro Uribe) não está e o outro (o venezuelano Hugo Chávez) pronuncia palavras em alto tom sobre a situação", disseram as mesmas fontes.

Na reunião da última segunda-feira, Chávez falou sobre "os ventos de guerra" ao se referir à eventual presença dos EUA na região. O encontro entre os 12 líderes sul-americanos, proposto por Cristina, é considerado também uma preparação à cúpula da ONU, que acontecerá em setembro e quando os mandatários pretendem se reunir com Obama.

Uribe "não impôs nenhuma condição" para assistir ao encontro de Bariloche, informou a agência DyN, que acrescentou que, pelo contrário, este diálogo deverá ser amplo.

Ontem, o comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Freddy Padilla de León, anunciou que o acordo deveria ser assinado neste fim de semana. "Se Deus nos ajudar, [o convênio] estará pronto para os trâmites burocráticos, dentro da soberania de cada nação", declarou na ocasião.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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