Justiça uruguaia poderá chamar mais militares a depor em caso de desaparecimento

Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 às 0h
A Justiça uruguaia avalia se citará mais militares no processo que investiga o sequestro e morte de Maria Claudia García durante a ditadura militar do país (1973-1985). García foi sequestrada em 1976 na Argentina e assassinada no Uruguai.

De acordo com o jornal Ultimas Noticias, as novas citações estariam sendo aguardadas para os próximos dias.

Na semana passada, sete pessoas envolvidas no caso compareceram aos tribunais para depor -- os ex-militares Gilberto Vázquez, Ricardo Arab, Ernesto Ramas, Luis Maurente e Jorge Silveira e os ex-policiais Ricardo Medina e José Sande Lima.

García, que tinha 19 anos quando foi detida, deu à luz a Macarena Gelman na prisão. O pai de Macarena e filho de Juan Gelman, Marcelo Gelman, foi assassinado em Buenos Aires em 1976 e seus restos foram achados e identificados em 1989.

Em entrevista ao Ultimas Noticias, o advogado da família, José Luis González, disse que o juiz responsável pelo processo, Pedro Salazar, e o procurador, Ariel Cancela, estão tentando determinar para onde García foi levada quando deixou a sede do Serviço de Informação e Defesa (SID), já no Uruguai.

Em 2005, o ex-comandante do Exército do país, Angel Bertolotti, chegou a levar Macarena Gelman à sede do 14º Batalhão de Paraquedistas de Toledo e dizer-lhe que os restos mortais de sua mãe estavam no local, em um raio de cinco metros quadrados.

A declaração, contudo, provou ser falsa. O chefe do grupo de antropólogos que realiza buscas no local há um mês e meio, José López Mazz, disse que até o momento não foi encontrado nenhum tipo de indícios. Por isso, a equipe ampliou o raio de escavações, fixado inicialmente em 200 metros quadrados.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 ás 0h

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