Jovens atendidos pelo Pronasci promovem festival cultural no DF

Fonte Agência Brasil 19/11/2009 às 0h
Apresentação musicais, de teatro e dança integraram as atividades do 3º Show de Talentos da Cidade, realizado na manhã de hoje (30) na cidade de Itapoã, a 30 quilômetros de Brasília. O evento faz parte das ações executadas  pelo Programa de Proteção de Jovens em Território Vulnerável (Protejo), vinculado ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça.

Na ocasião, foram entregues 15 violões que serão utilizados em atividades educativas e culturais propostas pelo programa, com o objetivo de resgatar jovens em situação de vulnerabilidade social ou em conflito com a lei.

Do total de 1,7 mil jovens, entre 15 e 24 anos, atendidos pelo Protejo em todo o DF, 800 estão concentrados em  Itapoã. Os demais estão distribuídos nos outros núcleos do programa na Estrutural e em Arapoanga, cidades próximas a Brasília.

O coordenador-geral do Protejo, Sidiclei Patrício, explica que, desde abril deste ano, quando o programa foi implementado na cidade, os adolescentes ganharam um espaço para reforçar o aprendizado escolar e desenvolver habilidades artísticas e esportivas. Segundo ele, os jovens passaram a ser respeitados e valorizados pela comunidade.

“Quando eles saem daqui e são reconhecidos na rua como participantes do Protejo, os moradores não se sentem ameaçados, porque sabem que eles [os jovens] não estão envolvidos com violência nem com drogas”, conta. O coordenador afirma ainda que 114 jovens já ingressaram no mercado de trabalho, após receberem orientações e apoio de psicólogos, educadores e pedagogos no Protejo.

O jovem Valteires Barbosa Gonçalves, de 20 anos, é um dos que vão interromper as atividades do Protejo, em turno contrário ao das aulas, em razão do ingresso no mercado de trabalho. A partir da próxima semana, ele trabalhará como estoquista em uma loja de material de construção. Garante, no entanto, que não tem a intenção de se afastar do programa.

“Aqui [no Protejo], a gente tem espaço para aprender, se expressar, coisa que  não existe na rua. Esse é um território vulnerável, tem muita violência, mas a gente [que participa do projeto] só presencia ou fica sabendo, ninguém se envolve com isso”, garante o adolescente. Segundo o coordenador-geral, o índice de evasão do Protejo é baixo. Só 2% dos adolescentes deixam de frequentar as atividades por motivos como envolvimento em infrações, detenções ou ameaças de moradores de regiões próximas a Itapoã.

Gustavo Cordeiro, de 15 anos, é outro beneficiado com o projeto. O estudante se apresentou no 3º Show de Talentos, com o grupo de rap Os Incríveis. Para ele, a iniciativa dá ao jovem oportunidades que são difíceis de conseguir na rua. De acordo com ele, as mudanças decorrentes do trabalho desenvolvido pelo projeto são refletidas inclusive nas apresentações do show.

“Antes as letras que eu escrevia falavam de bagunça, de violência. Hoje acho que passo uma mensagem mais positiva, para ajudar a melhorar a comunidade”, avalia.
Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 19/11/2009 ás 0h

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