IV Siesp: redução de riscos em desastres será um dos temas

Fonte Funasa 15/03/2013 às 9h

 

Qual o conjunto de processos fundamentais para se organizar uma boa gestão de riscos de desastres objetivando a redução de riscos dos mesmos? Esta é a questão que o pesquisador titular do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh), pertencente à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), Carlos Machado de Freitas, pretende responder e debater durante o IV Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública (Siesp), que a Funasa vai promover entre 18 e 22 de março, em Minas Gerais.

De acordo com o especialista, esse conjunto envolve desde as etapas de prevenção (normalmente abrangendo os setores relacionados ao planejamento urbano, meio ambiente, saneamento, educação, entre outros), preparação para respostas (sistemas de monitoramento, alerta e alarmes, planos de contingência etc), bem como de organização dos processos de respostas aos desastres, reabilitação dos serviços e infraestrutura fundamental, recuperação e reconstrução das comunidades.

“Com as tendências de crescimento da população e concentração em áreas urbanas combinadas com a baixa capacidade de planejamento no Brasil e de antecipação ao modo desordenado e caótico destes processos, é fundamental debatermos este tema em uma perspectiva ampliada. Isto significa que debater a gestão de risco de desastres naturais não significa só debater as medidas de respostas, mas envolvem desde a prevenção até a reconstrução na perspectiva de redução de risco de desastres”, explica Carlos de Freitas.

Ainda segundo ele, no Brasil, apesar de o tema estar presente nos meios de comunicação constantemente, “ainda existe pouca produção científica que subsidie esse debate em bases sociais, políticas e técnicas que vão além da resposta imediata aos desastres”. O pesquisador assinalou estar entuasiasmado com mo seminário. “Teremos um público basicamente de engenheiros de saúde pública que possuem um papel de grande importância na redução da vulnerabilidade aos desastres no país, onde a precariedade das condições de saneamento tornam grandes contingentes populacionais vulneráveis não só a enchentes como a secas”, frisa.

 

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Fonte Funasa 15/03/2013 ás 9h

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IV Siesp: redução de riscos em desastres será um dos temas