Itália nega ter enviado à UE pedido de revisão do teto de emissões de CO2

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O governo italiano negou hoje ter feito qualquer pedido de revisão da cota de redução das emissões de CO2 estipuladas pela União Europeia, como havia declarado a porta-voz do Executivo da UE ao responder negativamente a este suposto pedido.

"O governo nunca pediu ao presidente [da Comissão Europeia, José Manuel Durão] Barroso que renegociasse" as taxas estipuladas das emissões dos gases causadores do efeito estufa, diz uma nota assinada pelo subsecretário do governo italiano, Paolo Bonaiuti, divulgada em Nova York, onde uma delegação do país, liderada pelo premier Silvio Berlusconi, participa de reuniões multilaterais.

O texto explica que o governo havia enviado uma carta ao presidente da Comissão Europeia para "enfatizar as graves dificuldades das empresas italianas em consequência das cotas de redução do CO2", mas tinha apenas o objetivo "de mostrar o problema".

"A Itália está muito empenhada na defesa do meio ambiente, além disso, está muito claro que se trata de um problema de vital importância não apenas para o desenvolvimento de nosso país, mas também para manter a equidade nas condições de concorrência interna da União Europeia", continua Bonaiuti.

Segundo ele, o governo italiano pretendia somente expor suas dificuldades e seus esforços para atingir tal meta, e -- como enfatiza no texto -- "nunca pediu a renegociação, mas simplesmente expôs o problema".

Horas antes, a porta-voz do órgão executivo da UE, Barbara Hellferich, declarou que a comissão não revisaria a porcentagem apontada para a Itália.

"Os tetos foram definidos e adotados pela comissão através de um processo baseado na legislação europeia" e "não são negociáveis", disse Hellferich ao entender que na carta o governo italiano pedia que os limites impostos ao país fossem rediscutidos.

O plano nacional italiano sobre emissões de CO2 para o período 2008-2012 foi aprovado em maio de 2007, em Bruxelas, após meses de negociações. A UE autorizou a cota de 195,8 milhões de toneladas de CO2 por ano. O número é 6,3% menor do que a proposta do governo italiano, que tinha pedido um teto de 209 milhões de toneladas para a indústria do país. 
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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