IPT reinicia testes em equipamentos de pedágio automático

Fonte Agência FAPESP 09/05/2012 às 14h

IPT reinicia testes em equipamentos de pedágio automático

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) reativou as operações do laboratório do Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade (Ciam).

De acordo com o IPT, o reinício das operações do laboratório integra uma projeto de criação de novos procedimentos de ensaios automatizados de interoperabilidade de sistemas inteligentes, iniciado em maio de 2011, e atende às necessidades de realização de testes dos equipamentos utilizados no sistema de pedágio automático “Sem Parar”.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que o sistema “Sem Parar”, que é uma Operadora de Serviços de Arrecadação (OSA), não pode ser concedido com exclusividade a uma determinada organização nas rodovias paulistas, abrindo espaço para outros fornecedores do sistema.

“Boa parte das antenas do ‘Sem Parar’ deverá mudar com essa resolução, para que o sistema comporte mais de um concorrente. Isso motivou a realização de dois ensaios no laboratório do IPT a partir do início de abril”, disse Alessandro Santiago, pesquisador do IPT e um dos coordenadores do projeto.

Além das mudanças na operação do sistema “Sem Parar”, o Governo do Estado de São Paulo também anunciou que a partir de 2013 a cobrança de pedágios nas rodovias paulistas deverá ser por trecho percorrido, em um sistema denominado “Ponto a Ponto”.

O novo sistema permitirá reduzir a tarifa de pedágio cobrada, principalmente para os motoristas que percorrem distâncias curtas e acabam pagando por um trecho maior da rodovia, por meio de uma tecnologia que opera em radiofrequência de 915 Mhz, que dispensa o uso de bateria nos tags instalados atualmente nos veículos que aderiram ao sistema “Sem Parar”.

O sistema atual, implantado há mais de 11 anos, adota a frequência de 5,8 GHz e utiliza bateria, devendo ser substituído a cada quatro anos. A aquisição hoje do tag de 5,8 GHz custa R$ 66,72 por veículo de passeio.

O tag de 915 MHz, mais eficiente e sem uso de bateria, custará entre R$ 10 e R$ 15 e já virá instalado de fábrica nos veículos fabricados a partir de 2014.

Agência FAPESP
Fonte Agência FAPESP 09/05/2012 ás 14h

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