IPT desenvolve metodologia para avaliar texturas acrílicas

Fonte Agência FAPESP 15/05/2012 às 21h

IPT desenvolve metodologia para avaliar texturas acrílicas

A equipe técnica do Laboratório de Materiais de Construção Civil, vinculado ao Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), desenvolveu uma metodologia que permite avaliar o desempenho de texturas empregadas em fachadas de edificações.

De acordo com Osmar Hamilton Becere, pesquisador do IPT, a metodologia foi elaborada a partir da normalização estrangeira e com base na experiência do Instituto, que desde 2007 desenvolve estudos para adequação de métodos de ensaios que permitam avaliar texturas acrílicas.

O objetivo do estudo é avaliar esse tipo de acabamento imobiliário, considerando as condições climáticas que predominam no Brasil. “A metodologia permite diferenciar os produtos em função de seu desempenho”, disse Becere.

Segundo o pesquisador, a perspectiva de uso das texturas acrílicas no Brasil é ascendente e promissora. O material tem se difundido tanto nas novas edificações como nas atividades de manutenção e recuperação dos revestimentos de fachadas, nas quais as texturas acrílicas têm dado uma contribuição importante ao sistema de revestimento.

O material apresenta durabilidade superior à das tintas imobiliárias, capacidade de correção de pequenas irregularidades do substrato, boa elasticidade e resistência à penetração de água.

Também conhecidas no mercado da construção civil como revestimentos de ligantes sintéticos, poliméricos, acrílicos ou de quartzo, as texturas acrílicas integram a linha de produtos formulados à base de um ligante polimérico, ou resina, geralmente de natureza acrílica ou acrílico-estirenada em emulsão aquosa com cargas minerais, pigmentos e aditivos.

São produtos prontos para uso que começaram a ser fabricados no Brasil na década de 1960 com base em tecnologia europeia e, à margem da normalização, conquistaram parcelas importantes do mercado nacional na construção civil como acabamento final de fachadas.

Agência FAPESP
Fonte Agência FAPESP 15/05/2012 ás 21h

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