Investir em jovens é fundamental para a ciência, diz pesquisadora

Fonte Ascom do Inpa 07/03/2013 às 18h

A coordenadora do programa Science Camp – Elas na Ciência pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Denise Gutierrez, avalia que o Ciências sem Fronteiras trará ao país, a médio e longo prazos, um impacto “muito importante” nas áreas científicas. Ela pondera, no entanto, que é preciso investir ainda mais na juventude para o desenvolvimento pleno da ciência no Brasil.

 

“Para sermos de fato grandes produtores de ciência no mundo temos que investir mais nos nossos jovens, por exemplo, com mais recursos para editais”, disse. “Nós temos o Ciência sem Fronteiras, que, sem dúvida, é muito importante, pois concede bolsas de estudos em universidades de renome fora do país. Com certeza, a médio e longo prazos, terá um impacto muito importante no campo da ciência”.

O programa Science Camp é uma parceria entre o Inpa e a Embaixada dos Estados e visa despertar o interesse de jovens brasileiras por carreiras científicas. Ao longo desta semana, 90 alunas do ensino médio de escolas públicas de várias partes do país estão fazendo uma imersão nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

Ontem (6), as estudantes visitaram Reserva Florestal Adolpho Ducke, onde participaram de oficinas e fizeram trilhas guiadas, pelas pesquisadoras do instituto. Pela manhã, elas participaram da oficina sobre fungos e cogumelos e depois foram a campo para as atividades práticas.

“Mesmo com um pouco de dificuldade de caminhar, elas conseguiram coletar bastante material. Tivemos sorte porque havia muitos fungos e elas conseguiram observar até os mais difíceis de encontrar”, comentou a pesquisadora do Laboratório de Patologia da Madeira (LPM/Inpa), Maria Aparecida de Jesus.

Para estudante brasiliense Isamaris Carla Chaves Pereira, de 17 anos, estar no programa tem sido empolgante, principalmente porque seu interesse sempre foi pela área de exatas.

“A experiência está sendo maravilhosa porque é única. E nova pra mim, pois eu nunca me interessei muito [por ciências]. Mas quando você vai conhecendo, vai vendo e interagindo, você gosta", contou. "Acho que ninguém nunca pensou em vir para a Amazônia, conhecer, fazer experiências, o que está sendo muito produtivo para nós".

Hoje (7), o grupo deve fazer um passeio de barco até o encontro das águas, além de participar de oficinas e de uma programação cultural no Teatro Amazonas. No último dia, sexta-feira (8), as alunas apresentarão suas impressões sobre a experiência.

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Ascom do Inpa
Fonte Ascom do Inpa 07/03/2013 ás 18h

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