Into faz mutirão para atender 20 bebês

Fonte Agência Saúde – Ascom/Into 29/05/2013 às 8h

Iniciativa visa restaurar a função e o movimento dos braços de bebês que sofreram lesões no parto

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) inicia nesta segunda-feira (27), o mutirão de microcirurgia para operar cerca de 20 crianças - a maioria bebês -, que sofreram a paralisia obstétrica do plexo braquial devido a lesões durante o parto. O mutirão será encerrado nesta quarta-feira (29).

“O plexo braquial é um conjunto de nervos da região do pescoço, clavícula e axila, que se origina de raízes da medula espinhal e prejudica a musculatura do membro superior, responsável pelo movimento e sensibilidade do ombro, braço, antebraço e mão”, explica o cirurgião plástico Pedro Bijos, chefe do Centro de Microcirurgia Reconstrutiva do instituto.

Para ele, a cirurgia deve ser realizada em até seis meses após o parto para que o movimento seja restabelecido. “As lesões podem ser graves e o tempo é precioso para definir o tipo de tratamento. Hoje, as cirurgias obtém melhores resultados e a recuperação é bem mais rápida”, afirma.

A ação contará ainda com palestras científicas, transmissão ao vivo das cirurgias e a participação dos professores convidados Alain Gilbert e Philippe Valenti, especialistas em transplante de nervos na Europa.

ATENDIMENTO- A cada dez microcirurgias do instituto, seis são de plexo braquial, realizadas em crianças que sofreram lesões obstétricas ou em adultos jovens que sofreram acidentes de motocicleta. Com a crescente demanda por esse tipo de cirurgia, o Into mantém um ambulatório exclusivo para atender esses pacientes. O serviço é multidisciplinar e conta com cirurgiões plásticos, ortopedistas, enfermeiros, terapeuta ocupacional, assistente social e psicólogo, além do tratamento de acupuntura oferecido pela Clínica da Dor.

“Apesar de ainda ser pouco conhecido é importante saber que esse tipo de lesão tem tratamento e pode ser feito no Into. O paciente pode não conseguir a recuperação total do membro afetado, mas conseguirá fazer algum movimento pós a cirurgia”, alerta o especialista.

TRANSPLANTE DE NERVOS - Nos casos de lesões mais graves - com a paralisia total do membro superior - é utilizada a neurotização por vídeo, cirurgia realizada apenas no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A técnica consiste na transferência e regeneração de nervos para serem transplantados no local onde as raízes do plexo braquial foram rompidas com a lesão.

“A criança tem uma vantagem porque se recupera melhor do que os adultos. Em 90% dos casos que recebemos, os casos são menos graves em crianças do que os adultos. Raramente temos uma paralisia total e avulsão de todas as raízes nervosas nas lesões obstétricas”, conclui o cirurgião.

INTERVENÇÃO- A neurotização extra-plexual é outra opção cirúrgica no caso de não existir mais uma raiz nervosa do plexo braquial do lado afetado. Outro nervo é transplantado para substituir o que foi lesionado. Neste procedimento, o nervo passa a devolver a função motora e sensorial do braço paralisado.

As duas técnicas são utilizadas em até um ano da lesão.

Depois desse período não é mais possível operar o plexo e as cirurgias mais indicadas são as transposições de músculos e de tendões e a fusão das articulações, que não envolvem os nervos do plexo braquial.

Agência Saúde – Ascom/Into
Fonte Agência Saúde – Ascom/Into 29/05/2013 ás 8h

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