Instituto Mamirauá resgata três filhotes de peixe-boi em 90 dias

Fonte Ascom do Instituto Mamirauá 15/05/2013 às 15h
Nos últimos 90 dias, três filhotes de peixe-boi foram resgatados na Reserva Amanã pelo projeto Aquavert, do Instituto Mamirauá. Em comum, os três animais têm o fato de terem sido resgatados feridos, sem a presença da mãe, e os dois que sobreviveram devem passar por um processo de reabilitação ao longo de anos, antes de voltar a fazer parte da população silvestre.

 

Resgatada no dia 27 de abril, a fêmea batizada de Bela havia sido capturada em uma rede malhadeira e arpoada no dorso. O animal de 27 quilos e 115 centímetros (cm) de comprimento fora capturado por caçadores na reserva, em Maraã (AM). Por se tratar de um filhote, ela foi entregue aos pesquisadores do Centro de Reabilitação de Peixe-Boi Amazônico de Base Comunitária (Centrinho). O estado de saúde de Bela é estável, ela recebeu os curativos de que necessitava e diariamente é amamentada com uma solução de leite em pó e complexos vitamínicos.

Com aproximadamente um mês de vida, 14 quilos e 93 cm de comprimento o filhote de peixe-boi Vilemar foi possivelmente vítima de predadores locais, pois apresentava uma série de arranhões e marcas de mordidas pelo corpo. O animal foi encontrado em 14 de fevereiro, por um morador da comunidade Monte Ararate, flutuando às margens de um igarapé local. Vilemar recebeu tratamento por 15 dias, porém morreu na manhã de 1º de março. A causa ainda será investigada após necropsia do cadáver.

Destino diferente teve a filhote Jerusa. Ela foi resgatada por pesquisadores do Instituto Mamirauá no dia 22 de fevereiro, na comunidade de Nova Jerusalém. Jerusa foi capturada acidentalmente em uma rede malhadeira durante o processo de pesca nos igarapés locais. Os próprios comunitários entraram em contato com o Instituto Mamirauá, que foi até o local resgatar o animal.

Contato com o ambiente

A oceanógrafa Miriam Marmontel, coordenadora do projeto Aquavert, destaca a importância do centro no processo de conservação do peixe-boi amazônico: "O Centrinho foi criado como uma alternativa aos centros de reabilitação tradicionais, localizados em meio urbano”, comenta. “Por estar localizado em ambiente natural, dentro de uma reserva de desenvolvimento sustentável, proporciona aos animais um contato direto com o ambiente e o ciclo das águas, a interação com outros seres aquáticos, uma menor probabilidade de domesticação, uma oportunidade de sensibilização entre as comunidades locais e a perspectiva de um retorno ao ambiente natural no mais curto período de tempo possível.”

O peixe-boi-da-amazônia é o maior mamífero aquático desse bioma. Ele possui um papel importante no ecossistema local e é considerado vulnerável, ou seja, em risco de extinção na natureza. Leia mais.

 

 

Ascom do Instituto Mamirauá
Fonte Ascom do Instituto Mamirauá 15/05/2013 ás 15h

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