Insenbilidade Congênita impede a sensação de dor

Fonte Saúde em Pauta 14/05/2012 às 8h
Quando o poeta espanhol Pedro Calderón de La Barca fez a seguinte citação “Amor, dinheiro e dores não se escondem”, seguramente não passou pela sua cabeça que a dor, pelo menos a física, não atinge a todos. Cortar o dedo sem sentir absolutamente nenhum incômodo ou jogar uma partida de futebol, torcer o tornozelo, e ainda assim sair ileso da situação podem representar características raras, mas reais, de uma doença pouco conhecida, a Insensibilidade Congênita à Dor.


Os casos diagnosticados no Brasil são poucos, apenas cinco, mas o Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas de São Paulo estima que existam por volta de 30 pessoas no País que não sentem dor. A escassez de informações sobre a patologia dificulta a confirmação de outros quadros dessa incapacidade. O que se sabe é que a causa pode ser genética, de nascença, e ocasionada por perturbações neurocerebrais, embora existam relatos de sua origem decorrentes de traumatismos cerebrais, mas são ainda mais incomuns do que a enfermidade em si, segundo a Dra. Andrea Portnoi, psicoterapeuta e coordenadora da Liga de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo.


A principal teoria formada em relação ao seu surgimento, segundo a psicoterapeuta, é a hipótese da doença estar relacionada ao retardo mental. “Na verdade, este tema é muito discutido, pois os indivíduos com algum atraso no intelecto são incapazes de demonstrar a dor, o desconforto. No entanto, é apenas uma suposição, não podemos afirmar esse parâmetro conclusivamente”.

Saúde em Pauta
Fonte Saúde em Pauta 14/05/2012 ás 8h

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Insenbilidade Congênita impede a sensação de dor