Igreja italiana ratifica apoio aos soldados do país no Afeganistão

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Angelo Bagnasco, defendeu hoje a atuação das Forças Armadas no Afeganistão e disse que os militares do país são "homens de paz e de diálogo, cuja benevolência e caridade fraternal são bem conhecidas da população".

Bagnasco, que também é arcebispo de Gênova, fazia referência ao atentado terrorista de ontem, que matou seis soldados italianos e feriu outros quatro na capital afegã, Cabul. As vítimas estavam entre os 2.800 homens que a Itália mantém no país como parte da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês).

"Nossos militares são reconhecidos por todos como homens bons, de paz, capazes de ouvir e de se relacionar, que não se envolvem em conflitos, inspirados sempre na bondade interior e no desejo de compreender e superar o que divide em nome daquilo que une", acrescentou.

O pronunciamento de Bagnasco foi feito esta manhã durante a homilia na Catedral de São Lourenço, em Gênova, em uma celebração em homenagem a São Mateus, patrono da Guarda de Finanças (polícia especial italiana subordinada ao Ministério de Economia e Finanças).

Lembrando os três anos que passou como ordinário militar para a Itália, o cardeal afirmou que pode ir onde os militares e capelães estavam. Nestas ocasiões, Bagnasco disse que conheceu "os valores da dedicação, generosidade, senso de dever, apego ao próprio dever e à missão, que caracterizam todos os militares italianos".

O presidente da CEI salientou ainda que a "memória" e a "lembrança" dos soldados mortos no Afeganistão provoca "necessariamente tristeza e dor nas nossas almas", mas que "deve intensificar nossa pregação e nos unir uns aos outros, pensando nas famílias e nos outros militares que, no Afeganistão ou em outros lugares", fazem seu serviço pela ordem e paz e por um futuro melhor de tantos povos e países.

O apoio aos militares foi demonstrado pela CEI também no editorial de primeira página da edição de hoje do Avvenire, o jornal dos bispos. O texto diz que "permanecer [no Afeganistão] custará outros sofrimentos e lutas", mas que "renunciar deixaria o campo aberto àqueles que não renunciarão à violência".

O editorial afirma ainda que "vale a pena" permanecer em Cabul e até mesmo enviar mais homens ao Afeganistão por "respeito aos corajosos que morreram ontem" e para evitar "o colapso da região e que o país volte a ser santuário" do terrorista Osama bin Laden.

Sobretudo, diz o Avvenire, não se pode abandonar a população civil. "Por isso é necessário se mobilizar em torno dos soldados e pensar com frieza, porque quanto mais vacilar a convicção de manter o empenho naquele país, maior será a tentação dos terroristas de minar a determinação".
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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