Ibama interrompe caçada com cães e cavalos em Mato Grosso

Fonte Ibama 08/08/2014 às 10h
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) localizou um acampamento de caça e pesca na área de preservação permanente do rio São João, no município de Ribeirão Cascalheira (MT). Durante a ação, foram apreendidos 57 cães de caça da raça Foxhound, e nove pessoas foram autuadas por caça e pesca ilegal.

Em seguida, os agentes do Ibama e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema/MT), com o apoio da Polícia Militar, partiram de Barra do Garças em direção ao rio das Mortes ao receberem a informação de que caminhões com cavalos e cachorros estavam se dirigindo para a região da terra indígena Pimentel Barbosa. Ao chegar na Fazenda Barra do Dia, os fiscais localizaram um grande acampamento com 11 homens, oito cavalos e 57 cães de caça.

O grupo era composto por empresários de Minas Gerais e São Paulo e um policial militar paulista aposentado. Eles detinham uma grande estrutura contendo caminhões, caminhonetes, barco com motor, armamento, petrechos de caça e pesca, além de rastreadores (pessoas pagas para monitorar e informar sobre a presença de fiscais). Além de uma grande tenda, havia 15 barracas individuais, que indicavam a existência de outros seis caçadores, não localizados no ato fiscalizatório.

No acampamento, foram encontradas partes de peixes e de animais silvestres, além de fotografias mostrando um cervídeo abatido sendo devorado por cães sob os olhos de caçadores em cavalos e motocicleta.

Violação à Lei de Proteção à Fauna

A Lei 5.197/67, conhecida como Lei de Proteção à Fauna, proibiu utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha de espécimes da fauna silvestre há quase 50 anos.

Segundo Leandro Nogueira, gerente-executivo do Ibama em Barra do Garças, "infelizmente, a prática da caça esportiva ainda é recorrente no país. Enquanto o turismo de observação de aves e de onças cresce de maneira sustentável, alguns empresários ainda preferem organizar o nocivo turismo de caça. Estamos monitorando as áreas de caça e não daremos trégua a esse turismo predatório”.

O grupo ensejou crime ambiental passível de detenção de seis meses a um ano e multa. A equipe de fiscalização os conduziu à autoridade policial para apuração do indicativo de prática de crimes ambientais e porte irregular de armamento.

Por não possuírem carteira de pesca, profissional ou amadora, os integrantes do grupo foram autuados por pesca sem licença e foi feita a apreensão do barco com motor, varas de pesca com carretilhas e demais petrechos.

Os responsáveis pela fazenda deverão ser responsabilizados por permitir atividades ilegais em sua propriedade e, se comprovado, por participação direta na realização da atividade.

O Ibama continuará o monitoramento da região para impedir novos ilícitos. A população também pode fazer denúncias ao órgão pelo e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br ou por ligação gratuita para o 0800 61 8080.
Ibama
Fonte Ibama 08/08/2014 ás 10h

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