Hospital Oswaldo Brandão Vilela integrará o S.O.S Emergências

Fonte Agência Saúde – Ascom/MS 07/03/2013 às 18h

Estratégia visa ampliar a assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Maceió (AL)

O Hospital Geral do Estado Dr. Oswaldo Brandão Vilela, em Maceió (AL), será integrado ao programa do S.O.S Emergências, estratégica para a qualificação da gestão e do atendimento em grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quinta-feira, em Brasília. O governo federal, os gestores municipais e estaduais promoverão o enfrentamento das principais necessidades desse hospital, qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência e garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento.

A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro Padilha lançaram, em novembro de 2011, a iniciativa, que integra a Rede Saúde Toda Hora que atualmente já abrange 12 hospitais de grande porte, localizados em dez capitais: Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Brasília (DF), Belo Horizonte (BH), Goiânia (GO), São Paulo, Porto Alegre (RS) e Ananindeua (PA). Até 2014, o programa vai alcançar os 40 maiores prontos-socorros brasileiros, abrangendo todos os 26 estados e o Distrito Federal (DF).

Os hospitais selecionados são referências regionais, possuem mais de 100 leitos, tem pronto-socorro e realizam grande número diário de internações e atendimentos ambulatoriais. Os serviços da Rede Saúde Toda Hora englobam o SAMU 192, Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas), Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que o S.O.S Emergências faz parte de um conjunto de ações do Ministério da Saúde para diminuir o tempo de espera por atendimento nos serviços da rede pública. “Sempre digo que o S.O.S Emergências tem dia para começar, mas não tem data para acabar. Melhorar o atendimento e reduzir a espera é uma prioridade, uma obsessão do Ministério da Saúde”, afirma.

RECURSOS –A unidade vai contar com R$ 3,6 milhões/ano de custeio e qualificação do atendimento, e terá investimento de R$ 3 milhões/ano para a realização de obras e aquisição de equipamentos nos prontos-socorros. Os investimentos serão definidos em conjunto com a unidade, após avaliação.

Nos 12 hospitais que já aderiram ao programa, Padilha destaca que houve diminuição na fila e na superlotação. “Estamos enfrentando, junto com estados e municípios, os problemas das maiores urgências e emergências do país. Cada hospital terá de fazer um levantamento da sua capacidade atual de gestão e da qualidade do atendimento oferecido e, a partir deste diagnóstico, serão definidas as melhorias que serão feitas, com investimento e apoio do Ministério da Saúde”, explica.

Também poderá ser feito o repasse mensal de R$ 300 mil para o trabalho dos Núcleos de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH), que serão instalados em cada unidade e responsáveis pelo diagnóstico das principais dificuldades relacionadas à porta de entrada de emergência, apontando as medidas a serem adotadas. Cada núcleo é formado por representantes do Ministério, das secretarias estadual e municipal de Saúde e do hospital.

A previsão é que no prazo de 30 dias os núcleos façam um diagnóstico em relação à quantidade de leitos, e também da capacidade de ampliação da rede de atendimento domiciliar do município, que passará a receber recursos federais.

Para qualificar a assistência, serão adotadas medidas como o acolhimento e classificação de risco dos pacientes. Isso significa que ao entrar no hospital, o paciente será acolhido por uma equipe que definirá o seu nível de gravidade e o encaminhará ao atendimento específico de que necessita. Também será organizada a gestão de leitos, fluxo de internação e a implantação de protocolos clínico-assistenciais e administrativos.

REDE –Para contribuir com o aprimoramento da gestão e qualificação do atendimento aos usuários, foi firmada parceria com os Hospitais de Excelência no Brasil - Sírio Libanês, Albert Einstein, Hospital do Coração, Samaritano, Alemão Osvaldo Cruz e Moinhos de Vento – e com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). A participação se dará por meio de levantamento de necessidade e plano de trabalho individualizado por hospital que poderá utilizar-se da Telessaúde, ferramenta de comunicação a distância que presta teleconsultoria, segunda opinião médica e capacitação à distância, além de outras formas de processos de formação em temas de relevância para a unidade.

AÇÃO– O Hospital Geral do Estado Dr. Oswaldo Brandão Vilela tem gestão dupla (estadual e municipal) e realizou – de janeiro a dezembro 2012 – 11.571 internações e, no mesmo período, 502.980 atendimentos. A unidade conta atualmente com 238 leitos (96% SUS). Do total, 26 são leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo 65% SUS.

O Ministério da Saúde repassou, em 2012, R$ 17,4 milhões para custear esses atendimentos hospitalares. O hospital possui diversas habilitações, tais como de UTI; assistência a queimados; banco de tecido ocular; alta e média complexidade em traumato-ortopedia, entre outras.

 

Agência Saúde – Ascom/MS
Fonte Agência Saúde – Ascom/MS 07/03/2013 ás 18h

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