Higienização correta das mãos salva vidas

Fonte Assessoria de Imprensa – Grupo Santa Luzia 21/05/2012 às 16h

Já está comprovado que o simples ato de lavar mãos pode salvar vidas. No caso das infecções relacionadas à assistência a saúde não é diferente: o método mais eficiente, rápido e barato de controle é a higienização das mãos, com água e sabão ou com álcool em gel. Esse tipo de prevenção, chamada primária, é um dos pilares para prevenção e controle, incluindo os casos mais sérios de transmissão cruzada de microorganismos multirresistentes.

Um dos grandes problemas enfrentados atualmente é a questão da adesão dos profissionais de saúde à prática. O que muitos não sabem é que, em um ambiente em que se recomenda a higienização contínua e frequente, utilizar o recurso do álcool em gel é a melhor alternativa para ganhar tempo e garantir segurança à assistência prestada.

Nos serviços de saúde, as infecções atingem tanto os pacientes quanto os profissionais e, além de acarretarem sofrimento, aumentam os gastos com assistência e o tempo de internação. Iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) a campanha“Higienização das Mãos” tem sido tratada como prioridade e um dos exemplos é a “Aliança Mundial para Segurança do Paciente”, que vem sendo firmada com vários países realçando o fato de que a segurança do paciente é uma questão global. A iniciativa frisa o fato de que a segurança em serviços de saúde depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos dos profissionais, atitude que ajuda a reduzir a morbidade e a e mortalidade dos pacientes.

A contaminação das mãos em profissionais de saúde pode acontecer em diversos momentos da assistência. O infectologista do Hospital Santa Luzia Dr. Henrique Marconi Pinhati explica que“um profissional de saúde precisa lavar as mãos de cinco a seis vezes por hora”. “É necessário higienizar as mãos antes de entrar no quarto, antes de realizar qualquer procedimento, após o risco de exposição a fluidos corporais, ao sair do contato do paciente e após o contato com áreas usadas por pacientes”, frisa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) afirma que a contaminação das mãos dos profissionais de saúde pode ocorrer durante o contato direto com o paciente ou por meio do contato indireto, com produtos e equipamentos ao seu redor como bombas de infusão, barras protetoras das camas e estetoscópio, dentre outros.

Álcool em Gel

Desde o ano de 2002 o Hospital Santa Luzia segue os protocolos do Centro de Controle de Doenças de Atlanta, que publicou um guideline frisando a importância da utilização do álcool em gel. “Antigamente, o álcool para lavar as mãos era tido como um coadjuvante, uma estrutura que existia, mas era complementar à higienização com água e sabão. O problema disso é que existia uma série de inconvenientes, como o tempo gasto para a higienização correta para contemplar os parâmetros de segurança.”, explica Dr. Marconi. “O tempo gasto com água e sabão é muito grande, exige deslocamento e, ao mesmo tempo, pode ressecar e agredir as mãos se realizado com a frequencia recomendada”, completa.

“Com o guideline passamos a considerar a visão de que o álcool lava tão bem quanto água e sabão, é mais rápido e não causa nenhum tipo de alergia. A única desvantagem era o fato de ressecar as mãos, realidade que conseguimos mudar com a adoção de um produto de excelente qualidade”, afirma Dr. Marconi. “Conseguimos eficiência e boa adesão. O valor pago mensalmente é insignificante se considerarmos a segurança que o uso do produto garante ao hospital”,elogia o médico.

O primeiro passo no Hospital Santa Luzia foi desfazer a idéia de que lavar as mãos com água e sabão era o “padrão ouro” e que o álcool em gel não atendia às necessidades se não tivesse utilizado água e sabão anteriormente. “Lavar as mãos com álcool substitui a lavagem com água e sabão. Muitos utilizam água e sabão e depois passam o álcool, pois não entendem que basta a utilização do álcool, seguindo os protocolos de higienização”, pontua Dr Marconi.

As medidas básicas de higiene pessoal têm grande impacto em termos de saúde pública e, exatamente por isso, o Hospital disponibilizou dispensers de álcool em gel por toda a estrutura incluindo leitos, UTIs, áreas administrativas e sanitárias. “A idéia é que todos os quartos tenham, além dos os corredores, entre os elevadores e nos demais locais com fluxo de pacientes. Gastamos menos de 15 segundos com uma prática que colabora para a qualidade da assistência prestada”, explica a enfermeira Camila Damasceno.

A Comissão de Controle de Infecções Hospitalares realiza vigilância contínua e sistemática buscando evitar a transmissão e vírus e bactérias, principalmente entre um paciente e outro, chamada de transmissão cruzada. “Essa é uma tecla que sempre procuramos ‘bater’, porque às vezes a necessidade de higienização correta e constante cai no esquecimento e as pessoas não vêem a importância disso. Até que se crie uma rotina, precisamos conscientizar nossos colaboradores constantemente e espalhar dispensers em locais visíveis e de fácil acesso”, finaliza a enfermeira.



Assessoria de Imprensa – Grupo Santa Luzia
Fonte Assessoria de Imprensa – Grupo Santa Luzia 21/05/2012 ás 16h

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