Há necessidade, sim, de campanhas de redução do consumo de sal

Fonte Flávia Ghiurghi 29/04/2013 às 18h

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no dia 16/04, a redução da quantidade de iodo que deve ser adicionada ao sal. A proposta aprovada reduz a faixa de adição para 15 a 45 miligramas de iodo para cada quilo de sal. A relação até agora aplicada é de 20 miligramas a 60 miligramas por quilo.

Pela estimativa do governo, o brasileiro consome, em média, 8,2 gramas de sal diariamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que a faixa de iodação fique entre 20 a 40 miligramas para cada quilo de sal. A resolução passa a valer 90 dias depois da sua publicação no Diário Oficial da União.

A medida foi aderida por causa da mudança de hábito alimentar do brasileiro, que passou a consumir mais sal nos últimos anos. No entanto, o que faz mal à saúde não é o iodo, e sim o sal. A falta de iodo tem efeitos graves em várias fases da vida, desde a formação fetal até a vida adulta. Segundo a Dra Claudia Chang, doutoranda em Endocrinologia e Metabologia pela USP; há falta de embasamento científico para a adoção destas medidas.

“Há necessidade, sim, de campanhas de redução do consumo de sal, inclusive com relação ao excesso do uso de produtos industrializados e embutidos, que apresentam alta concentração de sal. Entretanto, a medida de reduzir a proporção de iodo poderá causar deficiência, quadro comum no passado, em regiões endêmicas no Brasil”, explica a Dra Claudia.

O iodo vem sendo adicionado ao sal de cozinha no Brasil desde 1953, como medida de erradicação do bócio endêmico. Tal medida é defendida em todo mundo pela Organização Mundial da Saúde e pelo ICCIDD (International Council for the Control of Iodine Deficiency Disorders) e é uma das mais eficazes para combater este verdadeiro flagelo da humanidade que é o cretinismo, o retardo mental endêmico causado pela falta de iodo intrauterina.

Se quiser saber mais sobre o assunto, me chame e te coloco em contato com a Dra Claudia Chang, endocrinologista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, doutoranda em Endocrinologia e Metabologia pela USP, coordenadora e professora de Pós-Graduação em Endocrinologia pelo ISMD - Instituto Superior de Medicina – (CRM 110155).

 

Flávia Ghiurghi
Fonte Flávia Ghiurghi 29/04/2013 ás 18h

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Há necessidade, sim, de campanhas de redução do consumo de sal