Ginasta do LiveWright conquista medalha na Ucrânia

Fonte ZDL Comunicação 02/04/2013 às 10h

Tamires Veiga ficou com o bronze no solo e a equipe brasileira terminou em quarto lugar no campeonato que reuniu algumas das melhores do mundo

São Paulo (SP) - O Brasil conseguiu um importante resultado na Stella Zakharova Cup, tradicional evento de ginástica disputado neste sábado (30) e domingo (31) em Kiev, na Ucrânia. Com três atletas juvenis do Movimento LiveWright, o País ficou na quarta colocação na classificação do campeonato, melhorando em uma posição em relação a 2012. As brasileiras somaram 103.600 pontos, atrás de Japão, Ucrânia e Rússia, que ficou com o título. O trio nacional chegou a várias finais e Tamires Veiga, de apenas 13 anos e em seu primeiro ano como juvenil, conquistou a medalha de bronze no solo.

A comissão técnica da equipe CEGIN (Centro de Excelência de Ginástica) comemorou o resultado no Leste Europeu. As meninas disputaram de igual para igual com as melhores do mundo. Uma das adversárias na Ucrânia foi a russa Aliya Mustafina, dona de quatro medalhas em Londres/2012. "Conseguimos um desempenho interessante, principalmente pelo fato de nossas atletas ainda serem juvenis. A A Stella Zakharova Cup teve a participação de medalhistas olímpicas e teve nível técnico bem elevado. Rússia, Ucrânia e Japão tinham ginastas da categoria adulta e das equipes principais", disse Eliane Martins, supervisora técnica do CEGIN.

No individual geral, Ana Flávia do Espírito Santo fechou a competição em nono. A atleta ficou em quinto lugar em dois aparelhos: salto sobre o cavalo e paralela assimétrica. Já Carolyne Mercer foi quinta colocada na trave de equilíbrio e 13ª no geral. Tamires Veiga, que está em seu primeiro ano de juvenil, ficou em 10º no geral e com o bronze no solo. A prova foi vencida pela russa Anna Dementyeva, campeã mundial em 2010.

A equipe de ginástica do CEGIN faz parte de um projeto do LiveWright, em parceria com a Federação Paranaense de Ginástica. A patrocinadora máster é a Cielo. Os patrocinadores platinum são Volvo e Raízen. Klabin, Credit Suisse, MRS são apoiadores oficiais. Ainda contribuem com o movimento Camargo Correa, CBMM.
Vídeo de uma apresentação de Tamires Veiga no solo, em alta resolução

A força da Ginástica - As ginastas da nova geração são acompanhadas de perto na capital do Paraná por especialistas de alto nível na modalidade e contam com equipamentos de primeiro mundo. No CEGIN (Centro de Excelência de Ginástica), em Curitiba, as atletas são supervisionadas pelo ucraniano Oleg Ostapenko, que revelou Daiane dos Santos e colocou a modalidade em outro patamar no cenário mundial. A ex-ginasta bielorrussa Nellie Kim é a conselheira internacional do projeto de ginástica artística feminina do Movimento LiveWright, em parceria com a Federação Paranaense de Ginástica. Com seis medalhas olímpicas, sendo cinco de ouro, a campeã faz avaliações semestrais do trabalho na capital paranaense.

As integrantes do CEGIN têm bolsa auxílio, plano de saúde, auxílio moradia, alimentação, além de poderem contar com médicos, fisioterapeuta, nutricionista, massagista e psicólogo; aulas de educação formal e bolsa para as atletas com idade para cursar faculdade.

Novos talentos - O projeto, que coloca o Paraná como referência na modalidade na América Latina, é formado também por oito Escolas de Talento, distribuídos pelo interior do Estado. O objetivo é selecionar atletas para o CEGIN, onde os treinos visam revelar valores para os Jogos de 2020. As futuras campeãs serão acompanhadas pela equipe multidisciplinar liderada por Vicélia Florenzano, ex-presidente da Confederação Brasileira de Ginástica. A ideia é atender mais de mil crianças de cinco e oito anos de idade.

Em 2011, o LiveWright trouxe de volta ao Brasil o treinador ucraniano Oleg Ostapenko e sua mulher, Nadia Ostapenko, que treinaram a equipe brasileira entre 2002 e 2008. O especialista montou uma equipe técnica altamente qualificada, preparando as ginastas com potencial para integrar a Seleção Brasileira nas categorias pré-Infantil, infantil, juvenil e adulta.
Sobre o LiveWright - Fundado por um grupo de empresários em 2011 com o objetivo desenvolver o esporte olímpico brasileiro, o LiveWright é um movimento sem fins lucrativos, que deseja preparar campeões a partir dos Jogos de 2016 e deixar para o esporte brasileiro um legado de profissionalismo e gestão competente.

O LiveWright se inspirou no sonho do empresário Roger Wright, que acreditava que se as crianças tivessem heróis nos quais pudessem se inspirar, teriam chances de uma vida melhor, em um país mais justo. Wright era velejador e foi um dos grandes incentivadores do projeto de trazer uma Olimpíada para o Brasil. Em 2008, reuniu um grupo de empresários para ajudar a candidatura Rio 2016. Ao mesmo tempo, passou a sonhar com a formação de atletas para esta oportunidade. Seu plano era, ao mesmo tempo, simples e ambicioso: investir em modalidades criteriosamente selecionadas, a fim de aumentar consideravelmente nossas chances de medalhas, transformando o Brasil em uma potência olímpica.

Por isso, o LiveWright acredita que promover heróis no Brasil é uma maneira de trazer esperança e novas alternativas para o futuro. O movimento é uma Oscip, inteiramente financiado por corporações e pessoas físicas. O seu modelo de trabalho está baseado em fornecer capital e know-how gerencial para os esportes selecionados por uma comissão formada por atletas, ex-atletas e empresários, e oferecer ao patrocinador a garantia de que os recursos investidos estão sendo bem alocados dentro dos valores da iniciativa privada de desempenho, meritocracia e ética.

O LiveWright reúne alguns dos principais empresários do Brasil, além de esportistas e personalidades de grande relevância. Os atuais parceiros do LiveWright são Camargo Correa, CBMM, Cielo, Volvo, Raízen, MRS, Klabin, Credit-Suisse. Os atuais projetos contam com recursos incentivados do Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Mais informações no site do LiveWright

ZDL Comunicação
Fonte ZDL Comunicação 02/04/2013 ás 10h

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