Funarte/MinC realizam Festival de Música Clássica Brasileira, no Ano do Brasil em Portugal

Fonte FUNARTE 10/05/2013 às 9h

Funarte/MinC realizam Festival de Música Clássica Brasileira, no Ano do Brasil em Portugal

 

O Quarteto Radamés Gnattali é a próxima atração. Programação alcança seis cidades portuguesas

De 28 de abril a 30 de maio, a Fundação Nacional de Artes – Funarte e o Ministério da Cultura realizam o Festival de Música Clássica Brasileira, no Ano do Brasil em Portugal – 2013. Seis grupos e artistas brasileiros reconhecidos – Quinteto Villa Lobos, Quarteto Colonial, Quarteto Radamés Gnattali, Camerata Aberta, Quaternaglia Guitar Quartet e Alexandre Dias – estão na agenda de concertos. A programação alcança seis cidades portuguesas: Lisboa, Porto, Mafra, Santarém, Évora e Coimbra. O Festival está inserido na agenda do Ano do Brasil em Portugal, realização conjunta dos governos brasileiro e português. A próxima atração é o Quarteto Radamés Gnattali.

Indicado para o Grammy Latino 2012, com o CD Prelúdio 21, O Quarteto Radamés Gnattali foi também vencedor do Premio Rumos Itaú 2007 e reconhecido como o melhor conjunto de câmara do Brasil, pelo XIII Prêmio Carlos Gomes – após a única interpretação até o momento, na América do Sul, de toda a obra para quarteto de cordas de Heitor Villa-Lobos. Em 2013, foi indicado para o Prêmio da Música Brasileira , com o CD As Quatro Estações Cariocas. Composto por dois violinos, viola e violoncelo, desde 2006, o Quarteto desenvolve um trabalho entre a produção de câmara latino-americana e a contemporânea. Despontou como o primeiro no mundo a gravar, em DVD e Blue-Ray, os dezessete quartetos de Villa Lobos, lançado em 2012. Pelo sexto ano consecutivo, o grupo apresenta o seu projeto de concertos interativos, baseado no Guia Prático de Villa-Lobos, O Brasil de Tuhu, que já levou a mais de 15 mil espectadores o cancioneiro folclórico brasileiro.

O Quarteto Radamés Gnattali apresenta-se regularmente nos palcos brasileiros e participa em festivais tais como o MIMO, o Festival Villa-Lobos, o Festival Internacional de Campos de Jordão e a Bienal Funarte de Música Brasileira Contemporânea. Já levou a música de concerto do Brasil à Europa, à África e às duas américas. Fazem parte do Quarteto: Carla Rincón – violino I; Andréia Carizzi – violino II; Fernando Thebaldi – viola; Hugo Pilger – violoncelo.“O Quarteto Radamés Gnattali captura toda a pungência e a vibração dessa monumental obra de Villa Lobos: A Integral dos 17 Quarteto de Cordas. Os resultados são espetaculares.” – All Strings Magazine

As obras do programa

De Radamés Gnattali, Cantilena cativa, por evocar uma brasilidade nem sempre óbvia nas composições e arranjos do mestre gaúcho. Faz parte de um ciclo de seis obras isoladas para quarteto e explora cores raras, com suas harmonias. Já o O Quarteto nº 3 de Guarnieri, tem um caráter violento – como ele próprio nomeia, no primeiro movimento – que permeia os outros dois movimentos da obra.

A peça Força e Luz destaca-se pela dificuldade em manter a força rítmica. É executada sob um metrônomo particularmente lento, além de levar os violinos a regiões agudas – seja pela emissão de sons reais, ou pela utilização não convencional de harmônicos. Por último, o Quarteto nº 3 de Villa Lobos, que recebe do próprio compositor o curioso apelido de Pipocas, por ter seu “scherzo” tocado primordialmente por diversos tipos de “pizzicati”, que evocam pipocas a estourar. Outra particularidade acontece no terceiro movimento, onde o compositor, pede o uso da surdina virada, imitando assim o som da cornamusa, instrumento medieval, antecessor da gaita de foles.

Apresentações anteriores

O Quinteto Villa Lobos foi a segunda atração do Festival. O grupo, que já passou pelas cidades do Porto, Évora e Mafra, no fim de semana, se apresentou no dia 7, na Biblioteca Joanina, em Coimbra e no dia 8, no Museu dos Azulejos, em Lisboa. Fundado em 1962, o conjunto foi laureado com o Prêmio Carlos Gomes em 2001 e 2009, como o Melhor Grupo de Câmara Brasileiro. Reunindo flauta; oboé; clarineta; trompa; e fagote, o conjunto sempre teve a preocupação de divulgar a música de câmara brasileira, sem demarcar fronteiras entre o universo erudito e o popular. Sendo um dos mais antigos conjuntos de câmaras em atividade no país, o grupo teve muitas obras a ele dedicadas e por ele encomendadas, resultando em um repertório eclético e original. Na busca de crescimento, o Quinteto vem convivendo com importantes nomes da música popular brasileira, como Egberto Gismonti, Guinga e Joyce. Tem forte diálogo com a produção de música de concerto contemporânea. Foi convidado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte para integrar a programação de todas as edições da Bienal Brasileira de Música Contemporânea. O grupo é composto pelos músicos: Rubem Schuenck – flauta; Luis Carlos Justi – oboé; Paulo Sérgio Santos – clarineta; Philip Doyle – trompa; e Aloysio Fagerlande – fagote.

O Quarteto Colonial foi o primeiro a apresentar-se, em Coimbra, em duas audições: no dia 28 de abril, na Universidade Centro Cultural D. Dinis e, no dia 30, terça-feira, no Paço dos Condes de Basto. Depois, seguiram-se outros concertos em Évora, Mafra, Lisboa e Porto. O grupo celebra, em 2013, dez anos de carreira e foi idealizado com o objetivo de divulgar a obra “a capela” de José Maurício Nunes Garcia. Posteriormente, ampliou e diversificou seu repertório, incluindo obras de música contemporânea. Representou o Brasil, em vários eventos e festivais internacionais, e apresentou-se em mais de cem cidades brasileiras, em turnês patrocinadas pela Funarte e pelo Serviço Social do Comércio – SESC. Lançou, em 2008, o CD O Sacro e o profano – A música na corte de Dom João VI. O grupo é formado por Doriana Mendes – soprano; Carolina Faria – mezzo-soprano; Geilson Santos – tenor e Luiz Kleber Queiroz – barítono.

Leia abaixo o programa do Quarteto Radamés Gnattali e, abaixo desta, o roteiro completo do Festival de Música Clássica Brasileira no Ano do Brasil em Portugal – 2013

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Programa

I

Radamés Gnattali (1906-1988)
Cantilena

Camargo Guarnieri (1907-1993)
Quarteto nº 3

Violento

Lento

Vivo e Ritmado

II

Caio Senna (1959)
Força e Luz

Heitor Villa -Lobos (1887-1959)Quarteto nº 3

Allegro non tropo

Molto Vivo

Molto Adagio

Allegro com Fuoco

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Festival de Música Clássica Brasileira, no Ano do Brasil em Portugal – 2013

RealizaçãoFundação Nacional de Artes – Funarte/ Centro da Música/ Coordenação de Música EruditaMinistério da Cultura – Governo FederalBrasil

AGENDA

Quinteto Villa Lobos

PORTO – 03/05 – Ordem dos MédicosÉVORA – 04/05 – Paço dos Condes de Basto

MAFRA – 05/05 – Palácio Nacional de Mafra

COIMBRA – 07/05 – Biblioteca Joanina

LISBOA – 08/05 – Museu dos Azulejos

Quarteto Radamés Gnattali

COIMBRA – 14/05 – Conservatório de Música

ÉVORA – 16/05 – Paço dos Condes de Basto

LISBOA – 18/05 – Auditório Vianna da Motta

Alexandre Dias – Especialista na obra de Ernesto Nazareth, criador do tango brasileiro, de quem são comemorados neste ano 150 anos de nascimento.

SANTARÉM - 19/05 – Teatro Sá da Bandeira

LISBOA - 21/05 – Auditorio Vianna da Motta

- 22/05 – Museu dos Azulejos

COIMBRA - 23/05 – Biblioteca Joanina

PORTO - 24/05 – Palacete Viscondes de Balsemão

Camerata Aberta – Dedicada ao repertório dos séculos XX e XXI, obteve o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes 2010 de música contemporânea pelo pioneirismo e excelência.

LISBOA – 23/05 – Museu dos Azulejos

COIMBRA - 24/05 – Teatro Academico de Gil Vicente PORTO - 25/05 – Auditório da Faculdade de Engenharia da Univ. do Porto

PORTO – 25/05 – Auditório da Faculdade de Engenharia da Unversidade do Porto

Quaternaglia Guitar Quartet – Aclamado como um dos mais importantes quartetos de guitarra da atualidade.

LISBOA - 25/05 – Auditório Vianna da Motta

ÉVORA - 27/05 – Paço dos Condes de Basto

COIMBRA - 28/05 – Conservatório de Música

MAFRA - 29/05 – Palácio Nacional de Mafra

PORTO - 30/05 – Casa do Infante

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Ano do Brasil em Portugal
Realização: Governo do Brasil e Governo de Portugal

FUNARTE
Fonte FUNARTE 10/05/2013 ás 9h

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