Força Nacional completa cinco anos com treinamento de quase nove mil homens

Fonte Secom DF 19/11/2009 às 0h
Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) completa cinco anos em 2009 com um saldo positivo de trabalho. A avaliação é do secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça Alexandre Augusto Aragon. De acordo com Aragon, o desempenho da tropa foi aperfeiçoado neste período à medida que os desafios iniciais foram sendo enfrentados.

A primeira atuação da FNSP foi a operação nos presídios do Espírito Santo, em 2004, e do Mato Grosso do Sul, em 2006. De lá para cá, já foram treinados quase nove mil profissionais de segurança e realizadas 30 mobilizações, em 14 estados diferentes, que resultaram na apreensão de 32,2 mil quilos de drogas, incluída a erradicação de cerca de um milhão e meio de pés de maconha.

O custo médio de funcionamento da Força foi de R$ 40 milhões anuais. Cabe ressaltar, que todo o investimento é repassado às corporações estaduais quando do retorno dos efetivos às suas origens como contrapartida, o que se reflete não só na devolução de homens treinados dentro das melhores técnicas existentes, como também com tecnologia de ponta.

Atualmente, há quase nove mil pessoas prontas para emprego, quando e onde for necessário. "Temos pelotões especializados em diversas situações, como as enchentes ocorridas em Santa Catarina", explica.

Apoio aos estados nos momentos de crise

Aragon conta que uma das principais dificuldades da nova corporação era realizar uma mobilização rápida, já que os agentes passavam por um treinamento de três semanas em Brasília e voltavam a seus estados, de onde precisavam ser acionados para as ações do grupo. A Força Nacional trabalha em apoio às instituições de segurança estaduais em momentos de crise e sob a coordenação das secretarias de segurança pública. É necessário que o governo do estado faça a solicitação ao ministro da Justiça.

Para solucionar o problema, o treinamento dos agentes mudou a partir de agosto de 2008. Os novos integrantes da Força passaram a ficar um ano em formação, lotados em uma base em Luziânia (GO), de onde podem ser facilmente acionados para atuar no Batalhão de Pronto Emprego. Depois que voltam para seus respectivos estados, formam um contingente que também pode ser acionado para entrar em ação em qualquer região do País.

Portaria - Em 4 de março de 2008, foi editada a portaria nº 394, do Ministério da Justiça, que regulamentou os critérios de atuação e emprego da Força Nacional de Segurança Pública. De acordo com o texto, a FNSP deve funcionar como uma corporação de apoio aos órgãos de segurança federais e estaduais, e não de desempenho de atividades rotineiras de polícia.

A norma deixa clara quais são as atribuições da Força. Entre elas a de auxiliar as polícias em ações de grandes impactos ambientais, como a Operação Arco de Fogo, da Policia Federal, em execução no interior do Pará, para coibir o comércio ilegal de madeira - 146 homens da Força estão na região. A Força Nacional é diretamente responsável pela apreensão de cerca de 1.100 caminhões carregados de madeira irregular por semana.

Também está prevista a atuação da tropa em eventos públicos de repercussão internacional (como ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e deve se repetir na Copa do Mundo de 2014), bloqueios em rodovias, desastres, catástrofes e situações de grande perturbação da ordem pública.

A portaria determina ainda que a corporação seja responsável pelos serviços de guarda, vigilância e custódia de presos em situações extraordinárias de grave crise no sistema penitenciário no País, como rebeliões e motins.

"Se antes o problema da Força Nacional era o de dar aos estados uma resposta célere, hoje, pelo trabalho de excelência que estes policiais desenvolvem nos locais de atuação e, pela mudança cultural na forma de atender a população, nosso maior problema é a retração da tropa "pós- emprego", mas temos certeza que estes policiais agem como multiplicadores de cultura para os policiais locais", afirma Aragon.
Secom DF
Fonte Secom DF 19/11/2009 ás 0h

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