FINEP aprova primeiros projetos não reembolsáveis do PAISS

Fonte Ascom - FINEP 24/03/2013 às 18h

FINEP aprova primeiros projetos não reembolsáveis do PAISS

 Agência Brasileira da Inovação aprovou no transcorrer dos dias 18 a 22, os primeiros projetos não reembolsáveis do PAISS - Plano Conjunto de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico. Foram seis subvenções econômicas e um projeto cooperativo, beneficiando cinco empresas com um total de R$ 39,4 milhões.

A primeira leva selecionou iniciativas das linhas 1 e 2 do PAISS, respectivamente tecnologias para produção do etanol 2G e novos produtos a partir da cana-de-açúcar. "Já há mais sete projetos de subvenção em finalização na FINEP, sendo cinco na linha 1 e dois na linha 2", explica Alexandre Velloso, chefe do Departamento de Energia e Tecnologias Limpas da FINEP.

As empresas são a VTT Brasil, a Dow, a Braskem, a Methanum e a Baraúna /USP. A VTT Brasil receberá cerca de R$ 10 milhões para o desenvolvimento de diferentes tecnologias e etapas do processo de produção de etanol de segunda geração. A Dow terá R$ 2,9 milhões para criar uma rota tecnológica para a obtenção do propanol e do ácido propiônico a partir da cana. A Braskem teve três projetos aprovados, num total de R$ 20 milhões, para rotas tecnológicas de produção de químicos "verdes". A Methanum trabalhará na metanização de vinhaça, com R$ 4,9 milhões. Por fim, a Baraúna / USP terá cerca de R$ 1,7 milhões para um projeto de biofertilizantes.

Sobre o PAISS

Lançado em março de 2011, o PAISS é uma iniciativa conjunta do BNDES e da FINEP de seleção de planos de negócios e fomento a projetos que contemplem o desenvolvimento, a produção e a comercialização de novas tecnologias industriais destinadas ao processamento da biomassa oriunda da cana-de-açúcar, com a finalidade de organizar a entrada de pedidos de apoio financeiro no âmbito das duas instituições e permitir uma maior coordenação das ações de fomento e melhor integração dos instrumentos de apoio financeiro disponíveis. O programa vai disponibilizar recursos da ordem de R$ 1 bilhão até 2014.

Velloso destaca o caráter inovador da iniciativa. "O processo foi pioneiro pela integração de instrumentos e das duas instituições e já está servindo de modelo para outros programas, como o Inova Petro, por exemplo", diz.

Foram recebidas inicialmente 57 Cartas de Manifestação de Interesse. Foram selecionados 35 planos de negócios correspondentes a 25 empresas. A partir daí, BNDES e FINEP elaboraram Planos de Suporte Conjunto para cada um dos planos de negócios selecionados.

Dos planos selecionados, 13 são voltados a pesquisas tecnológicas no setor de etanol a partir de celulose (o etanol de segunda geração), 20 para o desenvolvimento de novos produtos, e dois em gaseificação. O segmento de novos produtos, destinado a agregar valor à biomassa da cana, abrange desde intermediários químicos a plásticos biodegradáveis, passando por novos biocombustíveis, como diesel, butanol e querosene de aviação.

Em dezembro de 2012, foi assinado o primeiro contrato de crédito do PAISS, com o CTC – Centro de Tecnologia Canavieira, que receberá inicialmente R$ 227 milhões. O objetivo será colocar à disposição do mercado novas fontes de biomassa (bagaço e palha) e novos usos para ela, além de variedades de cana-de-açúcar com uma genética superior. Além disso, o Centro irá iniciar o conceito da biorrefinaria, com a viabilização da produção de biobutanol, importante produto químico com diversos usos, a partir dos açúcares da cana.

 

Ascom - FINEP
Fonte Ascom - FINEP 24/03/2013 ás 18h

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