Fidel critica Obama por acordo com a Colômbia e por crise em Honduras

Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 às 0h
O líder cubano Fidel Castro criticou hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pelo acordo assinado entre Washington e Bogotá para que militares norte-americanos sejam enviados a sete bases colombianas por um período de dez anos.

Em um novo artigo, Fidel considerou que a assinatura do convênio, realizada na última sexta-feira, é fruto de uma decisão "atroz" dos Estados Unidos. Ele também acusou o governo norte-americano de ser "cínico" ao chamar Cuba de terrorista.

"Não se trata de um ato do governo de [George W.] Bush, é Barack Obama que assina esse acordo, violando normas legais, constitucionais e éticas", destacou Fidel.

O ex-presidente cubano também acusou o atual governo dos Estados Unidos pelo golpe de Estado de destituiu Manuel Zelaya da presidência de Honduras, no dia 28 de junho deste ano.

"Nunca os povos latino-americanos foram tratados com tamanho desprezo", avaliou o líder cubano, que em artigos anteriores chegou a elogiar determinados aspectos do comportamento e da política de Obama.

Desta vez, porém, Fidel não poupou críticas ao líder norte-americano, atribuindo a libertação do anticastrista Santiago Alvarez, que ficou preso quatro anos no país, ao que chamou de "cinismo da política dos Estados Unidos".

"O sujeito, além disso, enviou um grupo que se infiltrou em Cuba e que, entre outras ações, encomendou a explosão de uma bomba no Cabaret Tropicana, sempre repleto de expectadores. Existe prova documental irrefutável desse envolvimento [de Alvarez]", disse Fidel.

O ex-presidente também lançou críticas ao embargo econômico norte-americano à ilha caribenha, mantido desde 1962, ressaltando que o bloqueio afeta inclusive o fornecimento de "equipamentos médicos e medicamentos".

O novo artigo de Fidel foi dedicado à mãe de um dos cinco cubanos detidos nos Estados Unidos sob acusações de espionagem e considerados heróis em Havana. Carmen Nordelo Tejera -- mãe de Gerardo Hernández, que cumpre duas penas de prisão perpétua mais 15 anos em uma penitenciária norte-americana -- faleceu na última segund-feira aos 76 anos.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 ás 0h

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