Festival de Cinema Brasileiro de Paris chega ao fim com público maior que quatro mil pessoas

Fonte Agência Febre 25/04/2013 às 21h

‘JUAN E A BAILARINA’ VENCE NA MOSTRA COMPETITIVA

Em sua 15ª edição, o Festival de Cinema Brasileiro de Paris mais uma vez cumpriu sua missão de divulgar a cinematografia brasileira no exterior. O evento recebeu um público de mais de quatro mil pessoas em sete dias de exibição de filmes nacionais no cinema L’Arlequin. Os espectadores lotaram as estreias de“Histórias de Arcanjo”, de Guilherme Azevedo e Bruno Quintella, e “Viramundo”, de Pierre-Yves Borgeaud. Exibido na abertura do festival, “Gonzaga – de Pai para Filho”, do diretor Breno Silveira, foi aplaudido por mais de dois minutos pelos presentes na sessão. Outro sucesso foi o filme “Tainá 3 – A Origem”, de Rosane Svartman, visto por mais de 300 crianças de uma escola francesa, que ainda discutiram pontos do longa e contaram suas opiniões.

“Juan e a Bailarina”, de Raphael Aguinaga, foi o vencedor da mostra competitiva do Festival. O longa disputou com produções como “Era uma vez eu, Verônica”,“Colegas”, “Disparos”, “Som ao redor”, “A Floresta de Jonathas” e “A Busca”. O filme é uma coprodução entre Brasil, Argentina e França e conta as aventuras de um grupo bastante eclético de idosos, confinados num asilo, que fica sabendo que a Igreja Católica clonou Jesus, exatamente no mesmo momento em que a rotina do local vira de pernas pro ar por causa das férias e da ausência de um mês da enfermeira que cuida deles.

A procura do público também foi expressiva para a sessão de “O som ao redor”, de Kleber Mendonça Filho. Com sala lotada, o filme conta as mudanças na vida de uma rua de classe-média na zona sul do Recife, após a chegada de uma milícia que oferece a paz de espírito da segurança particular. A presença desses homens traz tranqulidade para alguns, e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa. Entre os documentários,“Tropicália”, de Marcelo Machado, “Helio Oiticica”, de Cesar Oiticica Filho, e “Repare Bem”, da atriz e diretora Maria de Medeiros, tiveram sessões cheias.

Cacá Diegues foi o homenageado dessa edição do Festival, que exibiu uma mostra de dez filmes do cineasta. Entre os títulos apresentados, o público pode conhecer “Ganga Zumba”, “Bye Bye Brasil”, “Xica da Silva”, “Deus é Brasileiro”, “O maior amor do mundo”, entre outros. Cacá foi homenageado com o Troféu Jangada entregue pelo cineasta Costa-Gavras, na abertura do evento. O cantor Gilberto Gil também marcou presença no encerramento para prestigiar“Viramundo”.

O Festival

Há 15 anos, o Festival de Cinema Brasileiro de Paris funciona como uma vitrine do cinema nacional ao exibir recentes e antigas produções – entre documentários e ficções - para o público francês. Muitos filmes estreiam mundialmente no festival, que funciona ainda como um espaço para negociação da produção brasileira no exterior. Entre os títulos vendidos após o festival estão “Policarpo Quaresma”, de Paulo Thiago, e “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de Bruno Barreto.

Além do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, a ONG Jangada, presidida por Katia Adler realiza dois festivais internacionais no Canadá: em Toronto (Brazil Film Festival) e em Montreal (Festival du Film Brésilien de Montreal). Esse ano, os dois festivais completam a sexta edição. Em 2011, a ONG Jangada realizou ainda o 1st Latin American Cultural Festival no Catar, em Doha.

Katia Adler é também cineasta, tendo dirigido filmes como: “Carnaval em Paris”, documentário sobre o desfile de Carnaval de Joazinho Trinta em Paris durante a Copa em 98 (1998); “Succoth, a festa da Cabana”, documentário para TV Francesa FR3 sobre a festa de Soucot em Israel. (1996); “Sem cor”, ficção sobre um menino que vende limão nos sinais do Rio de Janeiro (1991), e “A arte de ser um cientista”, documentário sobre Haity Moussatche. Como produtora, Adler foi responsável por “Só dez por cento é mentira”, documentário sobre Manoel de Barros (2009).

Agência Febre
Fonte Agência Febre 25/04/2013 ás 21h

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