Feliz é aquele que curte as coisas simples

Fonte Evaldo Costa 27/05/2013 às 19h

Você dá valor as coisas simples ou precisa desofisticação e luxo para se sentir feliz? Fica mais contente quando frequenta ambientessofisticados? Quando vai a ambientes humildes se sente a vontade ou quer logosair do local? Pois, saiba que quase nada que é simples na vida é desperdiçado, quando examinado com carinho, interesse e atenção.

Há pessoas que super valorizam o conforto, sofisticação e luxo. Gente que acha que muito dinheiro podeproporcionar felicidade plena. Genteassim somente se considera feliz se viajar na primeira classe, frequentar os melhores restaurantes, andar nos modelos de carros da moda, morar nas regiões e imóveis mais badalados e contar com uma conta bancária recheada.

Claro, que uma situação assim é o sonho da maioria,pois reúne as condições ideais para proporcionar muitos prazeres. Logo, tudoestaria perfeito, não fosse o fato de que a riqueza não é garantia de felicidade. De nada adianta, por exemplo, acumular bens materiais se não houver paz de espírito e amor no coração.

O problema é que quando “surfamos a crista da onda” fica difícil diferenciar os verdadeiros dos falsos acontecimentos. O ego fica tãoinflado, que separar o real do teatral é quase impossível. Quando a maré é muitofavorável, as pessoas que se aproximam, quase sempre, estão mais interessadas em nos poupar, do que deixar que a realidade da vida revele a sua verdadeira face.

Assim, aquele que experimenta este tipo de vida, fica tão exposto as diversas espécies de mascaras, que passa a acreditar que o tipode vida que está levando é real. Fica impotente para perceber que nada durapara sempre. Que cedo ou tarde as máscaras cairão, os “amigos” desaparecerão eas críticas virão em forma de boomerang. Daí, o mais comum é o encantamento ceder lugar a racionalidade e, provavelmente a pessoa descobrirá que aquilo que considerava felicidade, não passava de lampejos de superficialidade.

Daí, o mais comum é o surgimento de duas vertentes. Uma de resgate e outra de afastamento e inconformismo. Quem entende que nada dura para sempre e que a vida é um eterno aprendizado, luta com toda a energiaque lhe resta. Altera o rumo, ajusta a velas, adequa o leme em busca de novos rumos que ajude a resgatar o que há de mais sagrado em seu interior, a fim defazer valer a pena a sua passagem pela vida.

Há no entanto, aquele que não percebe ou aceita a queda e tenta resistir como se viver eternamente no mundo da fantasia fosse possível. Daí, acaba descobrindo, da pior forma possível, que ninguém poderá passar pela vida fazendo de conta, pois a vida não é um conto de fadas, mas sim um processo de eterno aprendizado e amadurecimento que leva ao desenvolvimentopessoal e espiritual.

As pessoas que têm raízes na simplicidade e humildade não se deixam levar pelo mundo da fantasia, e daí não se apegam tanto aos bensmateriais. Elas sabem que toda a riqueza que poderão conquistar será por empréstimo, pois desta vida nada se leva, tudo se deixa.

Logo, pessoas que pensam assim provavelmente já descobriram que valorizar o simples e agir com humildade pode ser tão ou mais importantedo que engordar a conta bancaria. Pois, apreciando as coisas simples será possível descobrir quanto felicidade elas podem proporcionar.

Leonardo da Vinci costumava afirmar que “A simplicidade é o último grau de sofisticação.”Portanto, a verdadeira felicidade não mora na casa dericos, cercada de luxúria e sofisticação, mas sim no interior e na capacidade de cada um em apreciar e valorizar cada momento de sua vida.

Pense nisso e ótimo dia,

Evaldo Costa

Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

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Evaldo Costa
Fonte Evaldo Costa 27/05/2013 ás 19h

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