Familiares negam que vítima de Battisti tinha vínculos com partido político

Fonte Ansa Flash. 23/12/2009 às 9h
O advogado da família de Lino Sabbadin, morto em um dos crimes atribuídos a Cesare Battisti, negou que a vítima tinha vínculos com o partido Movimento Social Italiano (MSI), de caráter neofascista, como especulou a imprensa italiana.

"Lino Sabaddin nunca foi militante de nenhum partido político, muito menos de um partido antagonista à suposta crença política do assassino Cesare Battisti", destacou o advogado Francesco Borsetto, em nome de Adriano Sabbadin, filho da vítima.

De acordo com o advogado, "Lino nunca se ocupou de outra coisa senão da própria família e do próprio trabalho".

Morto em 16 de fevereiro de 1979, Sabbadin era açougueiro na cidade de Caltana de Santa Maria de Sala, província italiana de Veneza. Investigações apontaram que ele foi assassinado por um comando do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), do qual Battisti fazia parte.

Para a família, Sabbadin foi vítima de um gesto de vingança, já que ele havia reagido a um assalto, atirando contra um dos ladrões, que acabou morrendo.

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por este e mais três assassinados cometidos na década de 1970. O ex-ativista fugiu do país, refugiando-se na França, no México e no Brasil, onde foi preso em 2007.

No início do ano, o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu o status de refugiado político ao italiano, negando, assim sua extradição.

O processo foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que aprovou ontem a extradição do italiano, como pede a Itália. A alta corte brasileira também determinou que a decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderá ainda se pronunciar a favor da permanência de Battisti no país.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 23/12/2009 ás 9h

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