Exército pede para moradores deixarem Donetsk

Fonte ANSA 04/08/2014 às 20h

Medida é para evitar mais mortes de civis

04 Agosto, 19:34•KIEV e MOSCOU•ZGT

(ANSA) - O Exército ucraniano pediu para os moradores de Donetsk deixarem a cidade, já que estão aumentando o cerco contra os separatistas pró-Rússia. Cerca de um milhão de pessoas moram em Donetsk e os militares criarão corredores humanitários para permitir a evacuação.

Segundo as autoridades de Kiev, os milicianos estariam ordenando os civis a pegarem em armas contra os soldados ucranianos e haveria informações de raptos, assassinatos e casas desapropriadas pelos separatistas.

Militares voltam da Rússia

Cerca de 180 soldados ucranianos já voltaram para seu país nesta segunda-feira (04), informou o porta-voz do Serviço Secreto russo para a região de Rostov (FSB), Vasili Malaiev. O governo da Rússia afirma que 438 militares estavam em seu território.

A situação ocorreu na noite de ontem (03) e foi confirmada pelo porta-voz do Exército de Kiev, Alexei Dmitrashkovski. Porém, ele não confirmou a quantidade de soldados que tiveram que atravessar a fronteira.

Segundo Dmitrashkovski, "após um ataque que durou quatro horas, foi decidido dividir o grupo de soldados. Uma unidade focou no cerco aos separatistas e outra deu cobertura até que acabou a munição. Quando viram que não tinha mais munição, os soldados destruíram suas armas e os tanques e se refugiaram em território russo desarmados".

Reconquista de Yasinuvata

O Exército ucraniano informou que reconquistou a cidade de Yasinuvata, que fica a cerca de 20 quilômetros de Donetsk, onde ficam a maior parte dos separatistas. Segundo o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança e Defesa de Kiev, Andri Lisenko, os soldados conseguiram fechar um dos canais mais importantes de fornecimento de armas para os rebeldes.

Ontem (03), o ministro da Defesa da Ucrânia, Valeri Gheletei, declarou que "a vitória das forças ucranianas está próxima". Em entrevista à BBC, ele afirmou que há 15 mil homens nas forças separatistas e voltou a acusar a Rússia de fornecer armas e mercenários para os rebeldes.

Sem água quente para Kiev

Até outubro, as residências da capital ucraniana não receberam água quente encanada, informou a empresa controlada pelo homem mais rico do país, Rinat Akhmetov. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, também confirmou a decisão para economizar gás por culpa do embargo russo. (ANSA)
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Fonte ANSA 04/08/2014 ás 20h

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