Estudo revela perfil de mestres e doutores brasileiros

Fonte Ascom do MCTI 23/04/2013 às 21h
A publicação Mestres 2012: Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira, lançada nesta segunda-feira (22), em Brasília, pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE – organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), traça um perfil dos mestres brasileiros e permite identificar as desigualdades existentes neste universo nos aspectos relacionados a gênero e raça. É também um termômetro da importância que a qualificação passou a ter no país.

 

Segundo o estudo, a proporção feminina cresceu de maneira significativa desde 1998, quando o número de mulheres tituladas em programas de mestrado superou o de homens. Em 2010, embora constituíssem a maioria da população de mestres residentes no Brasil, sua remuneração mensal média era aproximadamente 42% menor do que a dos homens.

A população de mestres e doutores também é mais branca do que a população como um todo. Em 2010, os que se declararam brancos correspondiam a 47% dos brasileiros. No mesmo ano, considerando somente os que possuíam grau de instrução elevado (mestrado e doutorado), a parcela dos que se declararam brancos era de 80%.

“A concentração de brancos não corresponde à diversidade do perfil racial da população como um todo”, comenta o consultor do trabalho, Eduardo Viotti. “É uma revelação que merece reflexão da sociedade e do Estado e, possivelmente, algum tipo de ação afirmativa que evite a continuidade dessa distorção”.

Emprego e renda

O tratamento dos resultados da amostra do Censo 2010 (IBGE) também permitiu dimensionar esse universo em relação à população brasileira, em que os mestres ainda representam 0,32% do total.

O estudo relaciona o crescimento da remuneração com o grau de formação e revela que os indivíduos que concluíram o ensino superior possuem salários 170% mais altos em relação aos que completaram apenas o ensino médio.

Já os brasileiros com mestrado como nível de instrução ganham em média 84% mais que os que têm somente a graduação. Os que concluíram o doutorado recebem 35% a mais do que os que só fizeram o mestrado.

Na avaliação de Viotti, a formação também passou ser uma condicionante para manter-se no mercado e trabalho.

Em 2010, o desemprego entre as pessoas com ensino médio girava em torno de 5% e entre os doutores, em cerca de 1%. “Isso mostra que vale a pena investir em educação e que existe um estímulo muito grande para que as pessoas aumentem o seu nível de formação, porque o mercado está carente disso”, diz o consultor.

 

 

Ascom do MCTI
Fonte Ascom do MCTI 23/04/2013 ás 21h

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